01 / VISÃO GERAL
Ushiro-goshi: a ação que o define
O ushiro-goshi é uma projeção de quadril por trás, usada contra um ataque de quadril que está entrando. Tori continua em pé, controla uke em volta da cintura e o levanta por trás antes de conduzir a queda. Ele não deve ser confundido com um sacrifício para trás nem com um suplex descontrolado.
Nome e alcance: o ushiro-goshi (後腰), cuja tradução comum em inglês é “rear hip throw” (projeção de quadril por trás), pertence ao koshi-waza (técnicas de quadril). As buscas por “ushiro goshi” e pela grafia com hífen se referem aqui à mesma técnica oficial. Um apelido informal deve ser conferido com a ação real antes de ser tratado como uma técnica separada.
Convenção de posição: uke começa uma entrada de quadril pelo lado direito. Tori se coloca numa relação equilibrada atrás de uke, envolve a cintura e usa as duas pernas para sustentar o levantamento. O caminho exato da pegada precisa deixar os braços e o pescoço de uke livres de torções não intencionais. Tori é quem executa a técnica e uke é o parceiro que a recebe. Ao revisar uma imagem de câmera espelhada, identifique primeiro os lados de cada pessoa. Inverta a relação inteira numa aula pelo lado esquerdo, em vez de mudar um único braço ou perna e manter direções incompatíveis no resto.
O leitor a quem este guia se dirige já consegue treinar sob supervisão e quer ligar demonstração, diagnóstico e tomada de decisão. No ushiro-goshi, a questão central é: contragolpear a partir de uma base firme atrás da cintura, e não de uma posição tardia, já caindo. Iniciantes podem estudar a forma com um professor; aplicá-la contra uma resistência variável exige o trabalho adicional de reconhecimento e controle descrito abaixo. O artigo não atribui uma faixa universal nem promete que um tipo de corpo terá sucesso automaticamente.
02 / VEJA A TÉCNICA
Demonstração oficial e uma segunda referência para assistir
Abra este vídeo no YouTube se o player não carregar.
Abra este vídeo no YouTube se o player não carregar.
Observe a base de tori antes do levantamento e a direção da descida controlada. Não conclua que um levantamento impressionante significa que a mesma ação está disponível depois que o ataque original já deu certo.
Referência oficial: Kodokan. Segunda demonstração: Efficient Judo. Abra os links dos responsáveis pela publicação se algum dos players incorporados não carregar.
Uma pergunta prática para assistir é: “Em que momento eu ainda tinha uma base independente, e quando o quadril que ataca a tirou de mim?” Compare essa pergunta entre a referência oficial e a segunda. Diferenças de velocidade, de postura do parceiro ou do caminho da pegada podem explicar aparências diferentes. Não combine detalhes isolados de versões incompatíveis numa mesma repetição. Esta página não oferece marcações de tempo nem afirmações sobre sequências de pontuação não assistidas.
03 / QUANDO USAR
Reconheça uma abertura e reconheça a ausência dela
Uma relação inicial utilizável
O quadril que ataca entrou, mas ainda não carregou nem projetou tori. Tori continua com os pés embaixo do corpo, consegue baixar o centro dobrando as pernas e consegue se conectar bem perto, atrás da cintura de uke.
Quando uke gira para uma projeção de quadril, a primeira pergunta é se tori ainda está em pé de forma independente atrás da cintura. Uma pegada na manga ou um braço em volta da cintura não responde a essa pergunta. Confira se os pés continuam embaixo do tronco e se a cabeça não foi puxada para além do quadril que ataca. Só então feche a conexão na cintura. Envolver umas costas que já estão carregando o peso de tori cria a aparência de um contragolpe, sem o apoio que ele exige.
Quando a mesma forma não é uma abertura
Tori já foi levantado, está curvado por cima do quadril que ataca ou está caindo para a frente. Envolver a cintura nesse momento não recria uma posição de contragolpe estável.
Um quadril que ataca entrando muito fundo pode impedir tori de descer até uma posição de levantamento estável. Não interprete isso como uma exigência de estender mais as costas. Numa comparação cooperativa, peça a uke que interrompa a entrada um pouco antes e observe se tori consegue dobrar as pernas e subir com elas. Se a posição mais precoce funciona e a funda não, a lição é reconhecer a entrada, e não fazer um levantamento tardio mais forte.
O movimento a convidar ou a ler
Uke faz uma entrada lenta de quadril pelo lado direito e às vezes para antes de carregar. Tori reconhece a entrada interrompida e treina apenas a conexão firme na cintura; o levantamento só é acrescentado depois que a postura continua consistente. Numa guarda com a perna da frente oposta ou numa organização de pegada pouco familiar, peça ao professor que mapeie de novo os braços e as pernas envolvidos. A convenção fixa deste artigo oferece uma referência para comparação; ela não garante que a mesma distância de aproximação sobreviva a qualquer postura.
04 / COMO FUNCIONA
Ligue as pegadas, o apoio e a ação de finalização
Mãos e conexão da parte de cima do corpo
A conexão na cintura mantém uke perto do tronco de tori. Os braços contêm e conduzem; eles não substituem a extensão das pernas por um levantamento distante, num abraço de urso.
Pés, quadril e apoio disponível
Coloque os pés numa base equilibrada atrás do parceiro que está entrando e dobre as pernas. A distância deve permitir um contato próximo entre a pelve de tori e o tronco de uke, sem torcer os joelhos de tori contra o tatame.
Complete a ação com controle
Estenda as pernas para levantar uke mantendo o tronco controlado. Conduza uke para a ação de projeção de quadril por trás e para um espaço de queda preparado, mantendo o contato até que a descida seja segura. O exercício não é arquear para trás o máximo possível.
Estude a relação por baixo da forma visível
A distinção central é entre estar atrás de quem ataca e ter uma base utilizável atrás de quem ataca. Quem defende pode parecer estar atrás de um parceiro que gira e, ao mesmo tempo, já estar inclinado por cima do quadril dele. Nessa posição, envolver a cintura não devolve o apoio perdido. Antes de qualquer exercício de levantamento, peça a tori que faça uma pausa com os joelhos confortavelmente flexionados e os pés capazes de sustentar o corpo. Se a pausa for impossível sem que uke segure tori, o contragolpe começou tarde demais para este exercício.
A conexão próxima na cintura deve encurtar a carga, e não comprimir o parceiro sem necessidade. Um espaço entre os corpos torna o levantamento mais pesado, porque os braços precisam segurar o parceiro longe do tronco. Esse espaço deve ser fechado pelo posicionamento, e não com um puxão da cintura em direção a uma base fixa. Treine entrar na relação enquanto uke continua com os pés no chão. Depois acrescente uma subida bem pequena, conduzida pelas pernas, com um retorno controlado combinado antes. A altura total acrescenta pouco valor de diagnóstico enquanto a postura e a direção da descida não forem consistentes.
05 / PONTOS-CHAVE
Quatro pontos com verificações observáveis
Mantenha visível o mecanismo que define a técnica
Contragolpeie a partir de uma base firme atrás da cintura, e não de uma posição tardia, já caindo. Peça a quem observa que descreva essa ação antes de comentar a força. Se uma repetição dá certo por outro mecanismo, registre o que de fato aconteceu. Uma queda ou uma escapada pode ser útil sem provar que a relação pretendida do ushiro-goshi melhorou.
Confirme a posição antes de aumentar o comprometimento
Antes de levantar, tori deve conseguir fazer uma pausa com os dois pés no chão, a cintura bem próxima e a cabeça livre, sem estar dobrada por cima do ombro de uke. Use isso como um breve ponto de verificação no treino cooperativo e depois retire a pausa à medida que a coordenação melhora. O ponto de verificação não é uma recomendação para congelar durante uma troca real; é uma forma de identificar a relação que precisa sobreviver ao movimento.
Preserve a decisão correta de parar
Use uma posição indisponível organizada pelo professor para conferir a sua decisão antes de acrescentar resistência ao ushiro-goshi. O limite preciso entre soltar e receber a queda está descrito na seção de defesa abaixo. Caso contrário, um parceiro que sempre oferece a abertura ideal pode ensinar comprometimento sem ensinar escolha. Um recomeço correto tem lugar no registro de treino, ao lado de uma finalização controlada.
Faça o resultado levar a uma próxima posição
Depois de um contragolpe de quadril por trás, tori pode ficar atrás de uke ou ao lado dele, em vez de imediatamente peito com peito. Estabilize a descida, solte a tensão desnecessária na cintura e localize o ombro mais próximo antes de tentar uma imobilização. Quem observa deve descrever o final real, não o final pretendido. Essa descrição determina se a próxima tarefa pertence à finalização, à estabilização por cima ou à recuperação por baixo.
06 / ERROS E AJUSTES
Diagnostique a causa mais precoce antes de mudar a força
O levantamento parece uma extensão pesada das costas e uke mal sai do chão.
A conexão na cintura pode estar longe demais, criando uma alavanca longa contra as costas de tori. O contragolpe tentado pode ser tão tardio que o quadril de uke já controla o tronco de tori. São explicações concorrentes a investigar, e não um diagnóstico feito só a partir do resultado. A próxima repetição deve revelar qual relação falha primeiro.
Teste: ensaie a entrada de quadril interrompida sem nenhum levantamento. Confira se tori consegue descer e subir alguns centímetros com a cintura bem próxima. Repita a partir de um sinal de ataque mais precoce; se o movimento ficar muito mais fácil, o tempo fazia parte do problema. Ajuste: comece o exercício de reconhecimento mais cedo e coloque a base embaixo da conexão próxima na cintura antes de acrescentar um pequeno levantamento. Mantenha as outras condições tão parecidas quanto for prático para a comparação. Uma melhora na conexão relevante é mais informativa do que uma finalização acidental depois de várias mudanças sem relação entre si.
Uke salta por conta própria e esconde um levantamento ruim
Um parceiro que salta por conta própria pode esconder uma relação de levantamento ruim. Peça a uke que continue cooperativo, mas com o peso normal do corpo, e use uma finalização de pouca amplitude controlada pelo professor, em vez de uma demonstração teatral no ar. No ushiro-goshi, o retorno do parceiro deve identificar onde a ação foi sentida e quando ela mudou. Combine esse relato com a visão de quem observa; uma câmera do lado de fora e uma sensação de contato do lado de dentro fornecem evidências diferentes.
Revise a descida com o mesmo cuidado do levantamento
Revise a descida com o mesmo cuidado do levantamento. Um iniciante pode levantar com sucesso e depois não ter nenhum plano para onde o parceiro vai cair. Marque uma faixa de queda clara e combinem a ação de recepção antes da repetição. Quem observa confere se tori mantém o parceiro perto, continua em pé durante o mecanismo pretendido e conduz o corpo, em vez de arquear para trás num sacrifício improvisado. Se a direção da queda muda de forma imprevisível, volte a um levantamento menor e a uma finalização com apoio.
Quem atacou originalmente também tem uma tarefa de aprendizado: oferecer uma entrada travada realista, sem desabar nem saltar. Saltar pode fazer quem defende acreditar que uma base ruim é eficaz. Desabar pode transformar o exercício numa posição de solo diferente. Um parceiro cooperativo, mas com o peso normal, permite avaliar se o levantamento vem do posicionamento próximo e da extensão das pernas. Use um professor para controlar essa progressão, em vez de tratar o contragolpe como um desafio de força.
07 / PREPARAÇÕES E COMBINAÇÕES
Faça a próxima ação depender de uma resposta
Primeiro caminho: posição inicial, resposta e continuação
Num exercício de reconhecimento, uke começa um o-goshi. Tori primeiro impede a carga preservando uma base firme e depois se conecta atrás da cintura para o ushiro-goshi, apenas se o ataque tiver travado. Se o ataque de quadril consegue levantar tori, treine receber a projeção em vez de insistir num contragolpe.
Use a preparação de o-goshi com três resultados deliberados: uma entrada que para cedo, uma entrada próxima travada e uma entrada que completa a carga. O contragolpe pela cintura pertence à relação do meio, em que tori tem uma base independente e acesso próximo. Uma parada precoce pode deixar distância demais; uma carga completa pede a recepção da queda. Peça a quem observa que identifique essas diferenças antes de avaliar a altura de qualquer levantamento.
Segundo caminho: recuperação ou mudança de direção
Se uke se afasta da conexão na cintura com um passo antes do levantamento, solte a tentativa de levantar e recupere as pegadas de frente. Um ataque posterior para trás, como o ko-soto-gari, exige um novo alvo de pé visível; não arraste uke para trás por um tronco preso enquanto vai atrás dos pés.
Assim que uke sai da conexão na cintura com um passo, tori deve desfazer qualquer esforço de levantamento e recuperar o controle comum de frente. Para um ko-soto-gari posterior, identifique por fora o novo calcanhar depois que a base for restabelecida. Arrastar uma cintura que recua enquanto procura atrás dos pés pode produzir uma ação diferente e mal controlada. O segundo ataque começa a partir do novo passo de uke; ele não é o levantamento por trás inacabado redirecionado à força.
08 / DEFESAS E CONTRAGOLPES
Separe prevenção, recuperação e uma oportunidade de contragolpe
Quem atacou originalmente pode reduzir a abertura para o contragolpe mantendo a conexão para a frente durante a entrada e evitando oferecer um quadril parado. Depois de pego e levantado, a tarefa de aprendizado passa a ser uma recepção controlada da queda, e não uma torção desesperada do pescoço.
Limite de parada: pare se os calcanhares de tori subirem, se o tronco for puxado por cima do quadril de uke ou se a conexão na cintura virar um aperto contra as costelas, sem movimento útil. O parceiro que recebe precisa manter uma resposta de ukemi (técnicas de amortecimento de queda) combinada quando o ataque original deu certo. Não substitua a recepção da queda por um apoio desesperado com o braço esticado nem por um resgate que torça uma articulação.
Quem atacou originalmente pode manter a conexão para a frente durante o giro, em vez de oferecer um quadril imóvel. Deixe uke mostrar essa diferença em baixa velocidade: uma entrada para antes de carregar, enquanto outra completa uma carga controlada. Tori treina a preparação do quadril por trás apenas no caso interrompido e o ukemi no caso completo. Uma defesa bem-sucedida também pode terminar numa guarda neutra, sem obrigação de produzir o ushiro-goshi em todas as repetições.
09 / TRANSIÇÕES NO SOLO
Leia a posição depois da ação principal
Se uke cai de lado, com as costas voltadas para tori, primeiro obtenha um ângulo seguro por cima. Uma queda de costas para tori não é automaticamente um osaekomi. Se uke se vira de frente, use o contato do peito e uma base larga antes de escolher uma imobilização lateral.
Uke pode chegar ao tatame de costas para tori, com a cintura ainda envolvida. Primeiro reduza a tensão de levantamento e identifique onde os ombros se assentaram. Se uke está de lado, tori pode precisar se mover para o lado dele, em vez de ficar diretamente atrás do quadril. Se uke se vira de frente, reconstrua o contato do peito e o controle do braço. Nenhuma das duas chegadas é automaticamente uma imobilização só porque a pegada na cintura sobreviveu à descida.
Uma projeção completa e uma imobilização estabelecida são resultados separados. Uma queda controlada ainda pode exigir que você libere as pernas ou reposicione os ombros antes que exista um controle por cima útil. Compare o final real do ushiro-goshi com o planejado e treine separadamente a chegada mais comum, se ela se tornar repetidamente a parte fraca da sequência.
10 / PROGRESSÃO DE TREINO
Progrida de uma forma clara para uma escolha real
Etapa um: torne a referência repetível
Use a convenção do ushiro-goshi apresentada acima com um parceiro cooperativo. Comece devagar o bastante para identificar os papéis das pegadas e do apoio, e pare antes de completar uma ação que perdeu a conexão que a define. Avance quando os dois parceiros e quem observa conseguirem descrever a mesma relação sem adivinhar. O número de repetições, sozinho, não estabelece que você está pronto.
Etapa dois: introduza o sinal de movimento
Retome a relação de movimento específica descrita em “Quando usar” para o ushiro-goshi. Primeiro mantenha a direção previsível, depois varie o tempo, preservando as mesmas pegadas e a mesma convenção de lado. Mantenha a resistência moderada enquanto o sinal muda. Se a forma de referência desaparece em todas as tentativas em movimento, reduza a amplitude do passo ou da saída e preserve a direção correta, em vez de forçar uma finalização.
Etapa três: exija uma decisão
Uke alterna uma entrada abandonada cedo com uma carga controlada que dá certo. Tori escolhe a preparação do contragolpe no primeiro caso e o ukemi no segundo, de modo que a recepção segura da queda conta como uma resposta correta. Uma rodada útil inclui uma continuação correta e uma decisão correta de não continuar. Registre as duas. Quando essas escolhas continuarem claras, aumente a imprevisibilidade antes de aumentar a força, com o professor decidindo o que a dupla consegue controlar.
Etapa quatro: restrinja a troca e depois amplie
Para treinar o tempo, organize três estados: antes do contato do quadril, depois de uma entrada próxima interrompida e depois de uma carga controlada que deu certo. Tori identifica qual estado oferece a preparação do quadril por trás. O primeiro pode exigir a pegada normal, e não um contragolpe; o segundo pode permitir a conexão na cintura; o terceiro pede a recepção da queda. Manter os três no exercício evita a falsa lição de que todas as costas viradas são um convite para levantar.
À medida que o movimento fica menos previsível, conte as decisões seguras independentemente das projeções completas. Uma rodada com várias recepções corretas e um contragolpe bem posicionado pode ser tecnicamente mais útil do que uma rodada de levantamentos tardios repetidos. Na revisão, localize o ponto em que a cabeça e o tronco de tori passaram além de um apoio independente. Esse ponto ajuda a definir o sinal de reconhecimento para a próxima sessão e deixa explícitos os limites práticos do contragolpe.
11 / EXEMPLO DE COMPETIÇÃO
Uma seleção oficial de replay identificada para estudar
Seleção verificada: Lasha Shavdatuashvili x Vusal Galandarzade, Grand Slam de Paris 2025. A página da biblioteca de técnicas da IJF inclui essa luta nos dados de replay marcados como ushiro-goshi. A listagem verifica o confronto nomeado, o evento e a marcação da técnica. A listagem atribui a ação marcada a Lasha Shavdatuashvili. Por si só, ela não estabelece o placar final, uma marcação de tempo precisa nem um relato tático completo.
Use a seleção para investigar uma pergunta: “Em que momento eu ainda tinha uma base independente, e quando o quadril que ataca a tirou de mim?” Antes da ação marcada, identifique as pegadas e o movimento que tornaram a situação possível. Durante a ação, compare a conexão que a define com a demonstração oficial. Depois, identifique a recuperação e a posição. Se o player ou o ângulo não mostrar uma dessas fases, deixe essa parte da observação em branco, em vez de deduzi-la a partir da marcação.
Uma anotação de competição útil sobre o ushiro-goshi separa três coisas: o que a listagem oficial afirma, o que você consegue de fato ver na reprodução e o que você propõe testar no treino. Este artigo confirma a primeira e oferece perguntas para as outras duas. Ele não apresenta uma sequência não assistida como uma análise quadro a quadro, nem trata imagens históricas como uma certificação segundo as regras atuais de um evento.
12 / VARIAÇÕES E TÉCNICAS PARECIDAS
Mantenha distintas as técnicas vizinhas e as variantes
O utsuri-goshi inclui, depois do levantamento, uma transferência para um quadril que gira. O ushiro-goshi enfatiza a ação do quadril por trás, sem essa transferência. O ura-nage pertence às técnicas de sacrifício e não deve ser usado como sinônimo casual de qualquer levantamento por trás.
A diferença em relação ao utsuri-goshi é a ausência de uma transferência deliberada para um quadril que acaba de girar. Compare com o o-goshi para identificar o quadril que ataca primeiro, que tori está contragolpeando, e com o koshi-guruma para outra relação de quadril que entra. A definição do Kodokan descreve um retorno para baixo depois do levantamento; não use a palavra inglesa “rear” (por trás) como instrução para arquear para trás num sacrifício.
13 / SEU PRÓXIMO TREINO
Uma tarefa, uma observação e uma próxima decisão
Tarefa: identifique cinco entradas de quadril precoces em que os dois pés e a conexão na cintura continuam estáveis, sem completar uma projeção.
Registro: anote a postura firme, a proximidade da cintura e se a decisão veio antes da carga bem-sucedida de quem ataca. Use a ficha de registro de treino ou as ferramentas de treino descritas no Judo AI. Inclua a postura inicial, a resposta do parceiro e o único ajuste testado, para que a observação continue interpretável na sessão seguinte.
Exemplo ilustrativo, não dados medidos de usuários: de oito entradas lentas, três deixaram uma posição firme de contragolpe, três exigiram receber a projeção original e duas ficaram pouco claras. A série seguinte reduziu a velocidade de entrada para que as duas decisões pouco claras pudessem ser examinadas.
Pergunta para o professor: “Em que momento eu ainda tinha uma base independente, e quando o quadril que ataca a tirou de mim?” Leve um sucesso claro e uma falha clara, se a gravação for permitida. No ushiro-goshi, escolha o próximo exercício a partir da primeira diferença entre os dois. Mantenha um ajuste que melhore a conexão pretendida em várias tentativas comparáveis; revise-o quando a mudança prevista não aparecer. O propósito do registro é uma próxima decisão melhor, e não uma contagem decorativa de repetições.
14 / FONTES E REVISÃO
Fontes, autoria e revisão
Os nomes oficiais das técnicas do Kodokan (em inglês) estabelecem o nome e a classificação. A definição do ushiro-goshi e a biblioteca de vídeos da IJF, junto com a demonstração do Kodokan indicada acima, são as referências técnicas principais. O segundo vídeo acima é creditado separadamente. A listagem oficial de replay da seção 11 verifica a luta nomeada e a marcação da técnica, e não um placar não assistido nem cada proposta de treino desta página.
As definições do Kodokan (outubro de 2022, em inglês) são uma referência adicional para as distinções técnicas discutidas acima. As convenções de lado seguem a forma escolhida explicitamente, e não uma mistura de exemplos espelhados.
Por Judo AI · Revisão editorial do texto original em inglês: 9 de outubro de 2026 · Versão em português: 14 de outubro de 2026. Definições, identidade das fontes, coerência do artigo e links foram conferidos. As tarefas de treino e as perguntas de diagnóstico são propostas editoriais para discutir com seu professor, não um protocolo de treino validado. A aprovação por um professor técnico identificado continua pendente. A identidade dos vídeos foi verificada; a reprodução completa e todos os detalhes das lutas não foram analisados de forma independente. Prévia editorial em português do Brasil.
Regras e alcance: este é um guia de estudo para treino supervisionado de judô, não um manual de arbitragem atualizado. Imagens históricas não estabelecem o que as regras atuais permitem. Peça ao seu professor que confira as regras da sua categoria de idade e do seu evento antes de usar variações de pegada, estrangulamentos ou chaves em shiai (competição); este rascunho não atesta que sejam permitidos. Interrompa a ação de treino quando o parceiro bater, pedir para parar ou relatar dor.
Todos os guias de estudo de técnica · Referência oficial das 100 técnicas · Guias de treino.