01 / VISÃO GERAL
Acompanhe os pés enquanto os apoios se aproximam
O okuri-ashi-harai é uma varrida que acompanha os pés, do grupo do ashi-waza (técnicas de pé e perna). A tarefa reconhecível é juntar os pés do adversário com uma ação de varrida coordenada enquanto o apoio dele muda. Um exercício de passos laterais deixa essa relação fácil de estudar, mas a técnica não se define por executar um número fixo de passos para o lado. A oportunidade depende de os pés, o tronco e o ritmo estarem conectados no momento certo.
Convenção: você é tori e seu parceiro é uke. Comece com a mão esquerda na manga direita de uke e a mão direita na gola esquerda de uke. No exemplo deste guia, a sola do seu pé esquerdo encontra o pé direito de uke e o leva em direção ao pé esquerdo de uke enquanto os pés dele se aproximam um do outro. A sua perna direita garante o seu próprio apoio. As direções são descritas do ponto de vista de cada pessoa, sem pressupor que os dois estejam virados para o mesmo lado.
Okuri ashi barai e okuri-ashi-barai são grafias alternativas comuns. Elas pertencem a esta mesma página de técnica. A expressão inglesa “two-foot sweep” (varrida dos dois pés) ajuda a entender o objetivo, mas ver os dois pés saírem do tatame não comprova, por si só, a classificação. Examine se a ação juntou os apoios, em vez de varrer um único pé que avança.
A primeira meta de treino é uma coordenação fluida, num ritmo administrável, com um parceiro que consiga receber a queda. Não peça a uke que salte para o lado para criar a aparência de uma varrida bem-sucedida. Uma ação controlada e incompleta ainda pode revelar um bom tempo; um salto cooperativo e espetacular pode esconder que o movimento de ataque nunca influenciou o apoio.
02 / VEJA A TÉCNICA
Observe o espaço entre os pés e a linha dos ombros
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O vídeo do Kodokan traz a demonstração formal. O segundo vídeo, do Efficient Judo, oferece outra referência de demonstração com a grafia okuri-ashi-barai. Ele não é apresentado aqui como uma aula falada de correção. Compare a relação em movimento, principalmente como o tronco e os pés se deslocam juntos, antes de se concentrar na posição final, com uke no ar.
Na primeira vez que assistir, observe o espaço entre os pés de uke. Na segunda, observe os ombros e como as pegadas os ligam a tori. Na terceira, olhe a perna de apoio de tori. Essas observações separadas ajudam você a ver se a varrida chega enquanto os pés se fecham ou depois que o parceiro já voltou a firmar uma guarda aberta e estável.
Nas filmagens do seu próprio treino, inclua pelo menos um passo completo antes do contato. Um plano fechado no tornozelo que varre esconde o ritmo que tornou a varrida possível. Pergunte-se se tori se moveu junto com o parceiro ou se ficou para trás e se esticou para o lado. Esticar-se pode parecer uma ação de perna fraca quando, na verdade, o erro aconteceu antes, ao acompanhar o corpo.
Evite copiar o número exato de passos preparatórios como se isso garantisse o tempo. Um ritmo fixo é uma restrição didática útil, não a habilidade inteira. Quando a forma estiver confortável, o parceiro deve às vezes parar ou mudar o tamanho do passo, para que você aprenda a reconhecer a relação em vez de atacar automaticamente numa contagem.
03 / QUANDO ATACAR
A janela útil é uma base que está se fechando
Deslocamento lateral num ritmo compartilhado
Um pequeno movimento para o lado permite sentir os pés se aproximando um do outro. Acompanhe o tronco enquanto mantém a sua própria base. Se a parte de cima do corpo do parceiro escapar à frente das suas pegadas, o tornozelo pode estar ao alcance, mas a varrida terá dificuldade para levar a pessoa inteira. Comece num ritmo que permita retorno, em vez de usar a velocidade para forçar a sincronia.
Uma troca circular que vira deslocamento lateral
Um parceiro que se desloca em círculo pode, por um instante, apresentar a mesma relação de pés que se fecham. Isso não quer dizer que todo passo circular seja uma oportunidade de okuri. Identifique a direção dos pés e se os ombros continuam conectados. Trabalhe com um professor para escolher um arco pequeno, em que a troca de apoio possa ser observada sem que a dupla saia girando sem controle.
A recuperação depois de um ataque ao pé de apoio
Uma tentativa de sasae-tsurikomi-ashi pode fazer uke contornar o bloqueio e se deslocar lateralmente. Se os pés então se fecharem, a varrida que acompanha passa a ser uma candidata. Se uke, em vez disso, abrir a guarda ou recuar em linha reta, a combinação esperada não existe. A sua próxima ação deve responder a essa diferença.
Quando os pés continuam separados
Uma guarda aberta e assentada é um alvo ruim para simplesmente varrer com mais força por cima das duas pernas. Restabeleça o movimento, mude de direção ou escolha outra técnica. Colidir repetidamente com o tornozelo de fora não vai criar o passo de fechamento que está faltando. No treino, deixe o defensor mostrar essa posição indisponível para que quem ataca aprenda a desistir dela de forma deliberada.
04 / COMO FUNCIONA
Junte os apoios enquanto controla o tronco
Desloque-se junto com o parceiro
Use os seus passos e as pegadas para continuar alinhado com o deslocamento lateral de uke. O seu pé direito de apoio precisa chegar a um lugar onde consiga sustentar você enquanto a perna esquerda varre. Se você deixar a sua base para trás, a perna que ataca pode se esticar por cima do espaço e tirar o seu próprio equilíbrio antes que o apoio do parceiro tenha mudado.
Ligue a parte de cima do corpo ao movimento
As mãos ajudam a organizar o tronco de uke para que a varrida influencie mais do que o tornozelo mais próximo. Mantenha os dois lados envolvidos, em vez de puxar uma manga enquanto o ombro do outro lado gira livremente para longe. A elevação e a condução lateral devem acompanhar o movimento do parceiro; puxar pesadamente para baixo pode dificultar juntar os pés justamente no momento em que você quer que eles estejam móveis.
Encontre o pé que acompanha com a sola
No exemplo de referência, a sola esquerda faz contato com o pé direito e o acompanha em direção ao outro pé. Use uma ação suave da perna inteira, perto do tatame, e não um chute para cima na canela. Deixe um professor examinar a forma do pé e o contato exato. Uma colocação confortável é importante, porque um parceiro que tenta evitar um contato doloroso para de se mover com naturalidade.
Continue através dos pés que se fecham
A varrida deve juntar os apoios que estão mudando, em vez de parar no primeiro toque. Isso não significa forçar através de uma guarda plantada. Se os pés já voltaram a se separar, a janela passou. Recolha a perna e recupere o equilíbrio. Um movimento contínuo só é útil enquanto a relação de apoio do parceiro ainda permite.
Conduza a queda
Mantenha o controle da manga e organize a sua própria base enquanto uke cai. Não levante o parceiro num voo desnecessariamente alto nem o solte porque a varrida pareceu limpa. Uma queda lateral pode acontecer de repente. Combinem antes o ritmo e a queda, e mantenham espaço suficiente para que os dois terminem sem esbarrar em outra dupla.
05 / PONTOS-CHAVE
Quatro verificações para uma varrida que acompanha em vez de correr atrás
A sua base se move com os ombros
Observe se o pé de apoio de tori acompanha o tronco de uke. Se o corpo fica para trás, a perna que varre muitas vezes compensa com um alcance comprido demais. Num exercício sem projeção, desloquem-se juntos para o lado e parem em momentos aleatórios. Você deve continuar conseguindo ficar em pé sem se pendurar no judogi do parceiro.
Os pés estão se fechando no momento do contato
Confira o espaço logo antes de a sola chegar. Varrer pés que estão se abrindo é uma tarefa diferente de varrer pés que estão se juntando. Não classifique as duas falhas como falta de força. Ajuste o momento em que você começa a ação, mantendo o mesmo ritmo suave para que a diferença continue visível.
As mãos não prendem os pés no tatame
Um puxão para baixo pode assentar uke justamente sobre o apoio que você quer mover. Pergunte ao parceiro se a ação da parte de cima do corpo pareceu móvel ou pesada. Compare uma condução coordenada mais leve com o puxão original. O objetivo não é afrouxar as pegadas; é uma conexão que ajude o tronco a se deslocar enquanto os pés são juntados.
A varrida volta sob controle
Depois de uma oportunidade perdida, você consegue apoiar o pé esquerdo e retomar o movimento normal? Se não consegue, talvez esteja se comprometendo além do seu apoio. Inclua no treino varridas que falham e varridas de que você desiste. A recuperação faz parte da utilidade da técnica no randori (treino livre), em que o parceiro não promete manter o mesmo ritmo.
06 / ERROS E AJUSTES
Separe os erros de ritmo, de distância e de contato
Você pega só o pé mais próximo
O segundo pé pode ainda estar longe demais, a varrida pode estar adiantada ou a parte de cima do corpo pode não estar se deslocando junto com os pés. Observe o espaço antes do contato. Experimente atrasar a ação dentro do mesmo movimento pequeno, em vez de fazer uma varrida maior. Se a oportunidade real for um único pé que avança, estude o de-ashi-harai em vez de forçar o padrão dos dois pés.
Os dois pés parecem colados no tatame
Você pode estar atrasado, puxando para baixo ou atacando depois que uke abriu a guarda de propósito. Pergunte ao parceiro qual dessas condições ele sentiu. Repita com contato leve e um passo que claramente se fecha. Se isso mover os pés com conforto, mantenha o tempo e a direção das mãos antes de acrescentar uma finalização mais forte ou um movimento menos previsível.
As suas pernas se cruzam e você tropeça
O passo de apoio pode estar estreito demais ou atrasado demais em relação ao deslocamento lateral. Pare as projeções completas e treine o trabalho de pés sem varrer. Depois, acrescente um tocar e voltar. Melhorar significa conseguir recuperar a sua própria base, quer uke continue se movendo, quer não. Não aceite o tropeço como o preço inevitável do comprometimento.
Uke salta para ajudar a projeção
Um parceiro cooperativo pode estar tentando proteger a sua confiança ou antecipando uma colisão dolorosa. Peça que ele dê os passos com naturalidade e receba apenas a ação que realmente acontecer. Reduza a velocidade e a força. Uma mudança parcial de equilíbrio com um retorno honesto é mais útil do que uma finalização impressionante fabricada por quem recebe.
O exercício só funciona no terceiro passo
Talvez você tenha aprendido a contagem, e não o apoio que se fecha. Deixe uke variar entre dois, três e quatro passos pequenos, com paradas ocasionais. Tori só deve atacar quando os pés e o tronco apresentarem a relação. Mantenha o exercício abaixo da resistência total até que a decisão fique clara; aleatoriedade sem controle só deixa o exercício confuso.
07 / PREPARAÇÕES E COMBINAÇÕES
Use a recuperação lateral como informação
Sasae → Okuri-ashi-harai
Comece a partir de uma ameaça de sasae bem conectada. Se uke contorna o bloqueio e continua para o lado com os pés se juntando, acompanhe o tronco e varra os apoios que se fecham. Se o parceiro para com a guarda aberta, desista da varrida. Leve o pé que bloqueou de volta a uma base útil antes de começar a nova ação, em vez de tentar manter uma perna no ar durante a sequência inteira.
Okuri-ashi-harai → Tai-otoshi
Se uke evita a varrida dando um passo de recuperação para a frente enquanto a manga continua controlada, o tai-otoshi pode se encaixar na nova diagonal frontal. Você precisa reorganizar o giro e os pés de apoio. Não estique uma perna de bloqueio na frente do parceiro só porque a varrida falhou. Recomece se a distância ou a pegada não sustentarem mais a projeção de giro.
Okuri-ashi-harai → Entrada de ombro
Um parceiro que resiste ao deslocamento lateral pode se recuperar na sua direção. Essa resposta pode tornar possível uma entrada de seoi-nage depois que você recuperar a guarda. Confira a conexão da manga e do ombro antes de girar. Se o adversário continuar de frente e distante, siga com o trabalho de pegada, em vez de tratar a própria resistência como uma abertura para a frente garantida.
Uma segunda varrida lateral
Às vezes a primeira ameaça faz uke dar outro passo de fechamento na direção oposta. Estude a ação espelhada só depois que os dois lados estiverem confortáveis separadamente. Identifique qual sola encontra agora qual pé. A condição para recomeçar é um ritmo quebrado, um contato desconfortável ou uma base aberta e plantada; uma segunda varrida não é a obrigação de continuar chutando até que algo aconteça.
No treino de combinações, deixe uke às vezes não oferecer a continuação esperada. Quem ataca deve explicar por que desistiu da segunda técnica. Essa conversa verifica se a sequência está sendo escolhida a partir da troca de apoio, e não executada de memória.
08 / DEFESAS E CONTRAGOLPES
Mude o ritmo do fechamento sem sacrificar a postura
Um ajuste defensivo antecipado pode encurtar um passo lateral, mudar o seu ritmo ou restabelecer uma guarda útil antes que os pés se juntem embaixo da varrida. Mantenha os ombros organizados também. Uma guarda aberta que deixa a parte de cima do corpo livremente controlada pode impedir esta varrida, mas convidar um ataque em outra direção; por isso, avalie a troca inteira, em vez de comemorar uma técnica bloqueada.
Não se defenda saltando às cegas nem chutando de volta o pé que chega. Essas reações podem tirar a sua própria base e deixar o treino imprevisível. Comece com uma parada simples e combinada ou uma mudança de passo. Quando quem ataca já a reconhece, acrescente uma escolha controlada, sob a orientação do professor.
O tsubame-gaeshi é um contragolpe reconhecido e distinto, associado às varridas de pé. Aprenda explicitamente o tempo e a ação de retorno dele se ele fizer parte do programa do seu professor. Uma colisão atrasada entre dois pés em movimento não é um contragolpe confiável. O defensor precisa de uma esquiva organizada e de uma nova oportunidade disponível.
Quando a varrida já tirou o apoio, use um ukemi (técnicas de amortecimento de queda) controlado, em vez de apoiar um braço travado atrás de você. Quem ataca deve continuar conduzindo a queda e voltar a uma base estável. Se o movimento se enroscar antes da projeção, os dois parceiros param e recomeçam, em vez de forçar as pernas uma através da outra.
09 / TRANSIÇÃO PARA O NE-WAZA
Depois da queda lateral, tome uma decisão de posição
Uke cai perto, com as pernas livres do caminho
Mantenha um contato útil com a parte de cima do corpo e assente-se ao lado do tronco. O yoko-shiho-gatame pode ser um destino adequado se os ombros e o quadril estiverem controlados. Não presuma uma imobilização só porque os dois pés foram varridos. Uke ainda pode ter barreiras ou um joelho entre os corpos.
Uke gira durante a queda
A queda pode deixar o parceiro de lado ou de bruços. Acompanhe a posição real do tronco e use uma virada ensinada pelo professor, se for preciso. Puxar só a manga pode não impedir que o quadril gire. Transforme essa chegada ao solo numa tarefa de treino própria quando a mesma saída se repetir.
O seu impulso leva você para além do tronco
Um deslocamento lateral excessivo depois da varrida pode fazer você se afastar da oportunidade no solo. Verifique se a conexão da parte de cima do corpo foi solta ou se a sua aproximação ficou rápida demais para controlar. Uma varrida mais lenta, com uma finalização equilibrada, pode criar uma transição mais útil do que uma projeção espetacular seguida de um grande espaço.
No treino de projeção para imobilização, defina se tori fica em pé depois da projeção ou acompanha até o tatame. As duas podem ser restrições de aprendizado úteis. O que importa é que a continuação escolhida seja controlada e corresponda à queda real, em vez de ser imposta em toda repetição.
10 / PROGRESSÃO DE TREINO
Troque a contagem fixa pelo reconhecimento
Aprenda o ritmo de passos em dupla
Comece com passos laterais pequenos e pegadas normais, sem projeção. Mantenha a dupla alinhada e as bases organizadas. De vez em quando, parem juntos. Avance quando nenhum dos dois cruzar as pernas de forma desajeitada nem depender do outro para continuar em pé. Isso estabelece a relação em movimento antes de acrescentar uma ação de perna que pode esconder um erro de trabalho de pés.
Acrescente um contato confortável de junção
Use um contato leve de sola enquanto os pés se fecham e depois volte à guarda. Uke não salta. Pergunte se o pé foi encontrado durante o movimento ou atingido depois de assentado. Avance quando o mesmo contato confortável puder ser reproduzido em vários comprimentos de passo diferentes, escolhidos pelo professor.
Acrescente a queda controlada
Ligue a condução da parte de cima do corpo à varrida enquanto uke se prepara para o ukemi. Faça séries curtas o bastante para revisar o último passo. Uma repetição de aprendizado bem-sucedida inclui um tori organizado e alguém que recebe a queda com controle, e não apenas um parceiro tocando o tatame. Pare para corrigir qualquer impacto repetido contra o tornozelo ou a canela.
Varie o número de passos
Uke escolhe uma sequência curta, com uma parada ocasional. Tori escolhe a janela dos pés que se fecham, em vez de atacar numa contagem. Registre as varridas corretas, os contatos atrasados e as desistências corretas. Se o tempo piorar, reduza a variação antes de aumentar a velocidade. A dificuldade deve expor uma decisão que você consiga entender, e não sobrecarregá-la.
Acrescente um ataque alternativo
Permita a varrida quando os pés se juntam e um ataque de giro escolhido pelo professor quando uma recuperação para a frente cria a entrada dele. Mantenha a opção de recomeçar disponível. Isso ensina que o mesmo deslocamento lateral inicial pode levar a tarefas diferentes. Termine com uma observação curta no randori: identifique onde os pés se fecharam, mesmo que a pegada tenha impedido o ataque.
11 / EXEMPLO DE COMPETIÇÃO
Uma seleção específica de replay da IJF para estudar
A coleção de okuri-ashi-harai da IJF para Odette Giuffrida lista a luta dela contra Gili Cohen no Grand Prix de Tbilisi 2019. Selecione esse evento e essa adversária na coleção oficial. Trata-se de um registro de replay verificado sob a etiqueta da técnica; o registro, sozinho, não estabelece uma pontuação exata, um momento preciso no vídeo nem todos os detalhes da pegada.
Use o replay para investigar como os pés se juntam numa troca sem roteiro. Anote a direção do movimento antes do contato e se a linha dos ombros continua junto com a varrida. São tarefas de observação, e não um relato inventado quadro a quadro. Se a reprodução exigir um acesso que você não tem, mantenha as demonstrações oficiais como as referências técnicas disponíveis.
Compare a seleção de competição com o seu exercício lateral. O seu exercício permite o mesmo tipo de passo que muda, ou o parceiro sempre fecha numa contagem fixa? O ajuste de treino útil pode ser acrescentar uma parada, em vez de aumentar a velocidade da projeção. Registre apenas o que você realmente consegue observar nas imagens disponíveis.
12 / VARIAÇÕES E TÉCNICAS PARECIDAS
Juntar os pés é diferente de pegar um passo
O de-ashi-harai visa um pé que está dando o passo durante a transferência de apoio. O okuri-ashi-harai junta os apoios com uma varrida que acompanha. As duas podem parecer leves e repentinas, e as duas dependem da conexão da parte de cima do corpo, mas não devem ser ensinadas como ações idênticas com nomes diferentes. Pergunte o que o segundo pé estava fazendo antes da projeção.
O sasae-tsurikomi-ashi oferece um bloqueio baixo enquanto o tronco é conduzido em volta dele. Isso é diferente de mandar os pés ao longo do tatame. Uma resposta ao sasae pode criar o deslocamento lateral para o okuri, mas a transição precisa de uma nova decisão de tempo e de uma base em pé recuperada.
Exercícios laterais em linha reta e entradas circulares são variações práticas de aproximação. A utilidade delas depende de criarem o apoio que se fecha sem perder o tronco. Mantenha a classificação oficial da referência de técnicas separada das descrições informais de ritmo ou de pegada. Uma preparação diferente não cria automaticamente uma nova projeção oficial.
13 / SEU PRÓXIMO TREINO
Acompanhe o espaço no momento do contato
Faça uma única pergunta: “Os pés de uke ainda estão se fechando quando a minha varrida chega?” Use um único parceiro e um pequeno deslocamento lateral. Registre as oportunidades com os pés se fechando, já separados, plantados e as desistências corretas. Peça a um professor que confira também o pé de apoio, porque um contato atrasado pode começar com o seu próprio passo atrasado.
Nota ilustrativa: “Doze oportunidades: cinco contatos com os pés se fechando, quatro atrasados depois da separação, três paradas corretas. A minha varrida foi confortável, mas eu esperei os pés se tocarem. Próximo bloco: começar durante o movimento de fechamento e comparar no mesmo ritmo.” Este exemplo mostra como escolher um teste; não é uma taxa de sucesso obrigatória.
Guarde a observação na ficha de registro de treino ou no Judo AI. Se um contato mais cedo melhorar a ação, teste-o contra um parceiro que varia o comprimento do passo. Se ele só produzir mais erros adiantados, examine a conexão da parte de cima do corpo e o seu passo de apoio antes de mudar o tempo de novo.
14 / FONTES E REVISÃO
Fontes, autoria e revisão
Os nomes oficiais das técnicas do Kodokan (em inglês) estabelecem o nome e a classificação. A definição do okuri-ashi-harai e a biblioteca de vídeos da IJF, junto com a demonstração do Kodokan indicada acima, são as referências técnicas principais. O segundo vídeo acima é creditado separadamente. A coleção oficial de replays indicada na seção 11 verifica o evento citado e as adversárias sob a etiqueta da técnica; ela não estabelece uma pontuação, um momento preciso no vídeo nem cada sugestão de treino desta página.
Por Judo AI · Revisão editorial do texto original em inglês: 9 de outubro de 2026 · Versão em português: 13 de outubro de 2026. Definições, identidade das fontes, coerência do artigo e links foram conferidos. As tarefas de treino e as perguntas de diagnóstico são propostas editoriais para discutir com seu professor, não um protocolo de treino validado. A aprovação por um professor técnico identificado continua pendente. A identidade dos vídeos foi verificada; a reprodução completa e todos os detalhes das lutas não foram analisados de forma independente. Prévia editorial em português do Brasil.
Regras e alcance: este é um guia de estudo para treino supervisionado de judô, não um manual de arbitragem atualizado. As pontuações históricas descrevem o evento citado. Peça ao seu professor que confira as regras da sua categoria de idade e do seu evento antes de usar variações de pegada, estrangulamentos ou chaves em shiai (competição); este rascunho não atesta que sejam permitidos. Interrompa a ação de treino quando o parceiro bater, pedir para parar ou relatar dor.
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