ESTUDO DE TÉCNICA · OSAEKOMI-WAZA

Kuzure-kami-shiho-gatameComo funciona e como melhorar

A partir do lado da cabeça, passe um braço por cima do braço de uke até a parte de trás da gola, em vez de passá-lo por baixo do ombro. Isso prende o braço que uke usaria para fazer barreira e muda as saídas que você precisa vigiar.

Em japonês
崩上四方固
Significado
Imobilização superior dos quatro cantos modificada
Classificação
Osaekomi-waza (imobilizações) · Katame-waza (técnicas de controle no solo)
Neste guia
Tori na cabeça de uke; braço direito por cima do braço direito de uke até a parte de trás da gola, braço esquerdo até a faixa

Uma imobilização pelo lado da cabeça construída em volta de um braço preso

Kuzure-kami-shiho-gatame (崩上四方固) é um osaekomi-waza (imobilizações) dentro do katame-waza (técnicas de controle no solo). Kuzure significa quebrado ou modificado: trata-se de uma variação com nome próprio do kami-shiho-gatame, a imobilização superior dos quatro cantos. A definição da IJF descreve a mudança com exatidão: você “coloca uma das mãos por cima do braço do adversário (em vez de por baixo dele) e segura a parte de trás da gola dele, ao mesmo tempo em que envolve com o braço esquerdo a parte de trás do pescoço e do ombro dele para segurar a faixa” (traduzido do texto da IJF em inglês).

No texto da IJF para o kami-shiho-gatame, tori passa as mãos “por baixo dos ombros dele para segurar as laterais da faixa com as duas mãos”. Na forma kuzure, um dos braços passa por cima de um braço até a gola, de modo que um dos braços de uke fica preso entre o seu braço e o seu corpo, em vez de ficar fora do seu controle.

Nossa convenção: uke está deitado de costas. Você, tori, está na cabeça de uke, voltado para os pés de uke. O seu braço direito passa por cima do braço direito de uke, e a mão direita segura a parte de trás da gola de uke. O seu braço esquerdo envolve a parte de trás do pescoço e do ombro esquerdo de uke para segurar a faixa, como descreve o texto da IJF. Nessa posição, o braço direito de uke fica do seu lado direito. O texto da IJF indica o seu braço esquerdo, mas não diz qual braço de uke fica por baixo. Escolhemos a organização com o braço direito por coerência; confira com a demonstração do Kodokan e espelhe tudo se o seu professor ensinar o outro lado.

Para quem é: judocas que conhecem o kami-shiho-gatame, sabem bater e soltar com segurança e treinam sob supervisão. Esta imobilização coloca um braço atrás do pescoço de uke, então o conforto do pescoço faz parte da técnica, e não é um extra opcional. Se você ainda é novo no controle pelo lado da cabeça, aprenda primeiro o kami-shiho-gatame; a maior parte da base e do contato com o peito se aproveita.

Encontre a pegada por cima do braço e depois estude as saídas

KODOKAN · 崩上四方固 / Kuzure-kami-shiho-gatame (série KODOKAN × IJF ACADEMY das 100 técnicas, 82 s, publicado em 21 de fevereiro de 2021)
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KODOKAN · 崩上四方固の逃れ方 / Kuzure-kami-siho-gatame Escapes (demonstração oficial de saídas, 70 s, publicada em 25 de fevereiro de 2021; título com a grafia publicada)
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Os dois vídeos são publicações do Kodokan: a imobilização, da série KODOKAN × IJF ACADEMY das 100 técnicas, e a demonstração de saídas correspondente do Kodokan. Só a identidade, a duração e a data de publicação foram conferidas. Trate as três observações abaixo como uma ficha que você mesmo preenche; nada do que vem a seguir relata o que os demonstradores fazem.

1ª observação: a mão que passa por cima do braço. Encontre o braço que passa por cima do braço de uke e acompanhe a mão dele até a parte de trás da gola. Anote qual braço de uke fica por baixo e se ele fica encostado na lateral do corpo de tori ou mais afastado. Se for o braço esquerdo de uke, espelhe a nossa convenção.

2ª observação: o braço da faixa. Acompanhe o outro braço de tori por trás do pescoço e do ombro de uke até a faixa. Anote onde a faixa é segurada e a que distância o antebraço fica do pescoço de uke.

3ª observação: ângulo do corpo e base. Tori está na linha central, acima da cabeça, ou levemente virado para um dos ombros? Onde estão os joelhos e o quadril de tori, e o peito está sobre o peito de uke ou mais para cima? O texto da IJF fixa o caminho dos braços, e não o ângulo do corpo; por isso, esta observação dá a você uma informação que a definição não dá.

Vídeo das saídas: em cada saída, pare logo antes de ela funcionar e diga qual foi a primeira coisa que mudou. Foi o braço preso deslizando para fora, o ombro mais distante girando, a base de tori tombando ou o quadril de uke se afastando para que um joelho pudesse entrar? A seção 6 traz um diagnóstico para cada uma dessas primeiras mudanças.

Situações em que o caminho por cima do braço está disponível

Uke defende o kami-shiho-gatame recolhendo um braço

O sinal para reconhecer: no kami-shiho-gatame, o seu braço direito perdeu o lugar embaixo do ombro de uke porque o cotovelo direito de uke agora está dobrado e colado às próprias costelas. Um braço dobrado e perto do corpo é exatamente do que o caminho por cima do braço precisa; assim, você pode continuar no lado da cabeça, em vez de brigar para voltar por baixo (as etapas estão na seção 7).

Você chega ao lado da cabeça a partir do ushiro-kesa-gatame

No ushiro-kesa-gatame, você já está voltado para as pernas de uke. Se uke tenta se sentar, deslizar em volta em direção à cabeça mantém você voltado para a mesma direção. O braço mais próximo que você estava prendendo pode já estar perto do seu corpo, pronto para a pegada por cima do braço.

Uke gira para longe do controle lateral

A partir do yoko-shiho-gatame, a fuga de quadril de uke pode tornar inútil o ângulo lateral enquanto os ombros ainda estão no tatame. Deslocar-se em direção à cabeça com o peito sobre o peito de uke pode permitir que você pegue a gola passando por cima do braço mais próximo.

Quando é a escolha errada

Não persiga esta imobilização se o braço de uke está esticado, fazendo barreira no seu quadril ou no seu ombro; passar por cima de um braço reto não dá nenhum controle. O mesmo vale se uke já está de lado, com o ombro mais distante fora do tatame, ou se a única forma de alcançar a gola é arrastar a cabeça de uke na sua direção. Nesses casos, reconstrua primeiro o contato com o peito ou mude para outra imobilização.

Dois caminhos de braço, um peito e uma base que acompanha

Os caminhos dos braços abaixo seguem a definição da IJF. O ângulo do corpo, a posição dos joelhos e a profundidade da pegada na gola não são fixados por esse texto; por isso, as verificações mostram o que confirmar com o seu professor, em vez de dar uma medida.

  1. Braço direito: por cima do braço direito de uke até a parte de trás da gola

    O seu braço direito passa por cima do braço direito de uke, acima do cotovelo, e a sua mão direita segura o judogi na parte de trás da gola de uke. O braço direito de uke fica então embaixo do seu braço, encostado na sua lateral e no seu peito, em vez de ficar do lado de fora, onde poderia fazer barreira. Verifique: peça a uke que estique o braço direito ou empurre o seu quadril com ele. Se o braço consegue se esticar, o seu braço está sobre o antebraço, e não sobre a parte de cima do braço, ou a sua lateral não está encostada nele. Puxe a partir da pegada na gola em sua direção só o bastante para mantê-la. Se uke relatar que a gola está apertando na garganta, a pegada está errada; solte e refaça com o professor.

  2. Braço esquerdo: por trás do pescoço e do ombro até a faixa

    O seu braço esquerdo passa por trás do pescoço e do ombro esquerdo de uke (a IJF diz “em volta da parte de trás do pescoço e do ombro dele”) e a sua mão esquerda segura a faixa. Esse braço mantém o ombro mais distante no chão e impede que uke gire para a esquerda dele. Verifique: uke tenta levantar o ombro esquerdo. Se ele sobe enquanto a sua mão continua na faixa, o antebraço está longe demais do ombro. O pescoço de uke precisa ficar numa posição neutra. Se a cabeça de uke é empurrada para a frente ou torcida, o braço está fazendo o trabalho errado.

  3. Peito: na parte de cima do peito, e não no rosto

    Deite com o seu peito sobre o peito de uke, de modo que o seu peso mantenha a linha dos ombros no chão. Se o seu peito fica perto demais do rosto de uke, uke pode fazer ponte e jogar você por cima da cabeça dele, e a respiração vira o problema, em vez do controle. Se fica perto demais da barriga, os ombros giram livremente. Verifique: uke diz onde está o peso. O alvo é o peito e os ombros, com o rosto livre.

  4. Joelhos e quadril: uma base que acompanha

    Os seus joelhos ficam no tatame perto da cabeça e dos ombros de uke, com o quadril baixo o bastante para que uke não consiga entrar por baixo de você. A base precisa conseguir se mover para o lado para onde uke girar. O texto da IJF não fixa a organização das pernas, e podem mostrar a você mais de uma (por exemplo, os dois joelhos no chão ou as pernas esticadas para trás); anote a versão da demonstração do Kodokan e confirme-a com o seu professor. Verifique: dê a uke uma ponte com giro lenta e combinada para cada lado. Se você precisa soltar uma mão para apoiá-la no tatame, a base está estreita demais desse lado ou o seu quadril está alto demais.

  5. Ângulo: o lado para o qual você está virado é o lado que você controla melhor

    A definição da IJF não diz se tori fica na linha central de uke ou levemente virado para o braço preso. A nossa proposta editorial é testar as duas formas contra a mesma saída, em vez de adotar uma por padrão, e comparar com o vídeo do Kodokan. Verifique: seja qual for o ângulo usado, pergunte a uke para qual lado é mais fácil girar. A resposta é o lado que a sua base precisa cobrir.

Quatro sinais de ordem e de resposta

A seção 4 posiciona cada parte. Os sinais abaixo tratam da sequência de construção da imobilização e das decisões que ela impõe.

  • Peito e braço da faixa primeiro, gola por último. Assente o peito e pegue a faixa com a mão esquerda antes de o braço direito passar por cima. Verificação: alguém que observa confirma que não houve nenhum momento em que os seus dois braços estavam fora de uke durante a construção.
  • Passe por cima só de um braço dobrado. Se o cotovelo direito de uke está colado às costelas, passe por cima da parte de cima do braço; se o braço está reto e empurrando, fique no kami-shiho-gatame ou no controle lateral. Verificação: antes de cada entrada, diga em voz alta “dobrado” ou “reto” e depois compare a sua avaliação com o relato de uke.
  • Diga qual é o lado aberto antes da rodada. O braço esquerdo de uke não está preso e fica por cima do seu braço da faixa, então está livre para empurrar a sua cabeça ou o seu quadril; o giro para a esquerda de uke é o lado a esperar. Verificação: diga ao professor para que lado você espera que uke vá e depois anote para que lado uke realmente foi.
  • Solte a gola antes que o ângulo a torça. A pegada na gola só funciona enquanto o seu corpo está mais ou menos alinhado com os ombros de uke. Se uke gira para além da posição de lado, ou se você se desloca em volta para trocar de imobilização, solte primeiro a gola e mantenha o peito pressionado sobre uke. Verificação: uke relata qualquer momento em que a gola puxou a cabeça para o lado.

O relato de uke é a forma mais rápida de diferenciar controle de desconforto aqui, porque o braço preso e o pescoço ficam perto das suas pegadas.

Por que o kuzure-kami-shiho-gatame se desfaz

Procure a primeira mudança e depois teste um ajuste de cada vez contra a mesma saída e a mesma resistência.

“O braço preso desliza para fora, para baixo.”

Causas possíveis: o seu braço está sobre o antebraço ou o cotovelo de uke, e não sobre a parte de cima do braço; a sua lateral direita está afastada do braço de uke, deixando um espaço; ou você soltou a gola para lidar com uma ponte. Como diferenciar: peça a uke que tente, devagar, só retirar o braço. Observe se o braço desliza ao longo do seu braço (posição baixa demais no braço) ou entre o seu braço e a sua lateral (espaço).

Ajuste: suba o seu braço até a parte de cima do braço de uke e encoste nele a sua lateral direita antes de pegar a gola. Avalie: um bloco de rodadas só de retirada do braço, definido com antecedência; conte quantas vezes o cotovelo passa pelo seu quadril, antes e depois da mudança.

“Uke gira para longe, para o lado esquerdo dele.”

Causas possíveis: o braço da faixa está só enganchado na faixa, sem manter o ombro mais distante no chão; o seu peito deslizou para o lado do braço preso; ou a sua base do lado esquerdo está estreita demais. Como diferenciar: veja se o ombro esquerdo sobe primeiro (braço da faixa) ou se o tronco inteiro gira embaixo do seu peito (posição do peito ou base).

Ajuste: aproxime o antebraço esquerdo do ombro antes de pegar de novo a faixa, ou abra mais o joelho esquerdo. Mude uma coisa, e não as duas. Avalie: uke tenta só o giro para a esquerda, com o mesmo número de tentativas e o mesmo esforço, antes e depois da mudança.

“Uke faz ponte e eu deslizo por cima da cabeça dele.”

Causas possíveis: o seu peito está alto demais, perto do rosto de uke, então a ponte levanta você; o seu quadril está alto; ou você resiste com os braços rígidos. Como diferenciar: se você desliza reto para trás por cima da cabeça, o peito está alto demais ou o quadril está levantado. Se você é rolado para o lado, o problema é a base desse lado (compare com os problemas de giro).

Ajuste: deslize para trás até o seu peito ficar sobre o peito de uke e abaixe o quadril. Avalie: pontes lentas combinadas e depois um pouco mais fortes; anote se as suas pegadas se mantiveram sem você precisar apoiar a mão no tatame.

“O quadril de uke escapa e um joelho entra.”

Causas possíveis: você ficou parado acima da cabeça enquanto uke movia o quadril para o lado; ou você estendeu a mão em direção ao quadril e levantou o peito. Como diferenciar: filme de lado. O ângulo do seu corpo mudou quando o quadril de uke se moveu, ou só os seus braços se moveram?

Ajuste: mantenha as duas pegadas e caminhe com os joelhos em volta para continuar de frente para os ombros de uke. Se o quadril de uke continua se deslocando até ficar ao seu lado, e não abaixo de você, mude para o controle lateral. Avalie: uke faz só o movimento de camarão; você conta os joelhos que conseguem entrar na frente do seu peito.

“Não consigo alcançar a parte de trás da gola.”

Causas possíveis: você está longe demais, acima da cabeça de uke; uke está segurando o braço firme com o cotovelo levantado; ou você está tentando passar por cima de um braço que ainda está esticado. Como diferenciar: se a mão alcança, mas não consegue segurar, o problema é a pegada; se não alcança, é a distância ou o ângulo.

Ajuste: no caso da distância, assente o peito mais para baixo sobre uke antes de estender a mão. Se o cotovelo está levantado ou o braço está reto, trata-se da decisão do braço dobrado da seção 5, e não de um problema de alcance. Avalie: entradas a partir de um ponto de partida fixo; anote se a pegada deu certo e se uke conseguiu fazer barreira antes.

“Uke relata dor no pescoço.”

Causas possíveis: o seu braço esquerdo atrás do pescoço está levantando ou torcendo a cabeça de uke; ou a pegada na gola está puxando atravessada sobre a garganta. Resposta: solte imediatamente e depois reconstrua devagar, com o professor observando cada braço. A imobilização funciona pela linha dos ombros e pelo peito. Uma batida por dor no pescoço é um problema a corrigir, e não uma prova de que a imobilização funcionou.

Chegar à imobilização e sair dela de propósito

Em cada caminho: de onde você começa, a reação de uke que abre a ação seguinte e quando recomeçar. Ensaie com uke dando a reação no sinal combinado antes de deixar que uke escolha.

PARA ENTRAR NO KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME

Kami-shiho-gatame → forma kuzure quando uke recolhe o cotovelo direito

Início: kami-shiho-gatame, os dois braços por baixo dos ombros até a faixa. Reação: uke puxa o cotovelo direito para baixo e para dentro, e o seu braço direito perde o lugar embaixo do ombro. Próxima ação: mantenha a pegada esquerda na faixa e o peito pressionado sobre uke, passe o braço direito por cima da parte de cima do braço direito de uke e pegue a parte de trás da gola. Pare: se o braço de uke está reto, fazendo barreira no seu quadril, ou se os ombros já giraram, pare e reconstrua o contato com o peito ou mude para o controle lateral.

PARA ENTRAR NO KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME

Ushiro-kesa-gatame → deslizar para a cabeça quando uke se senta

Início: ushiro-kesa-gatame pelo lado direito de uke, segurando o braço direito de uke contra a sua lateral direita. Reação: uke levanta os ombros para se sentar atrás de você. Próxima ação: leve o quadril em volta, em direção à cabeça de uke, mantendo as costas e depois o peito sobre uke. O seu braço direito continua por cima do braço preso e procura a parte de trás da gola; o seu braço esquerdo encontra o caminho por trás do pescoço e do ombro até a faixa. Pare: se uke consegue levantar os ombros por um espaço enquanto você se move, pare cedo e treine só o deslizamento.

PARA SAIR DO KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME

Forma kuzure → controle lateral quando uke gira para o braço preso

Início: a imobilização como descrita. Reação: uke gira para a direita dele, para dentro do braço preso, e o quadril acompanha. Próxima ação: uke agora está virado para a sua direita. Caminhe com os joelhos em volta, em direção ao lado direito de uke, o lado para o qual uke está se virando, e deite o peito atravessado sobre o peito de uke para empurrar os ombros de volta, achatados no tatame, terminando no yoko-shiho-gatame pelo lado direito de uke. Mantenha o braço preso contra o seu corpo pelo maior tempo possível durante o movimento e solte a gola antes que o seu ângulo mude o bastante para torcer o pescoço. Pare: se um joelho entrar antes de o seu peito estar atravessado, recomece.

PARA SAIR DO KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME

Forma kuzure → kami-shiho-gatame quando o braço preso se estende para cima

Início: a imobilização. Reação: uke empurra o braço direito preso para cima, passando pela sua cabeça, e o liberta de baixo do seu braço. Próxima ação: o espaço embaixo do ombro direito se abriu; deslize o braço direito por baixo do ombro até a faixa para a imobilização básica, mantendo o peito pressionado sobre uke. Pare: se o braço liberado já está empurrando o seu rosto ou o seu ombro para criar espaço, resolva primeiro a barreira e não passe o braço às cegas por baixo dele.

PARA SAIR DO KUZURE-KAMI-SHIHO-GATAME

Forma kuzure → acompanhar quando uke fica de quatro

Início: a imobilização. Reação: uke gira completamente e fica de quatro apesar da sua base. Próxima ação: solte a gola, mantenha o contato do peito nas costas de uke e continue com uma virada que o seu professor ensinou. Pare: se a gola ainda estiver presa enquanto uke gira, solte-a na hora (seção 5).

As saídas dependem do braço preso e do lado aberto

Prevenção: mantenha o braço fora da armadilha

Para uke: o caminho por cima do braço precisa que esse braço esteja dobrado perto do seu corpo. Manter esse cotovelo ativo, com uma barreira no quadril ou no ombro de tori antes de tori se assentar, pode impedir que a imobilização seja construída. Mantenha também o ombro mais distante em movimento, para que o braço da faixa não consiga se assentar atrás dele.

Saída: crie um espaço e depois use-o

Com o braço direito preso, as ferramentas de uke são o braço esquerdo livre, o movimento que ainda resta ao braço preso, a ponte e o quadril. Cada caminho é aberto por um erro específico de tori:

  • Barreira com o braço esquerdo e giro para a esquerda. O braço esquerdo de uke fica por cima do braço da faixa de tori, então pode empurrar a cabeça ou o quadril de tori enquanto o ombro esquerdo rola. Abre-se quando o antebraço esquerdo de tori fica afastado desse ombro.
  • Braço preso retirado para baixo ou empurrado para cima, passando pela cabeça de tori. Abre-se quando o braço de tori está sobre o antebraço, e não sobre a parte de cima do braço, ou quando a lateral de tori se afastou do braço.
  • Ponte que faz tori deslizar por cima da cabeça. Abre-se quando o peito de tori está alto, perto do rosto de uke, e o quadril está alto.
  • Fuga de quadril e joelho para dentro. Abre-se quando tori fica parado acima da cabeça enquanto o quadril de uke se desloca para o lado.

Use a demonstração de saídas do Kodokan como exercício de classificação: identifique cada saída pelo caminho que ela usa (ou “outra”) e depois deixe o seu professor escolher a primeira a aprender. Uma ponte que não abre nenhum desses caminhos, na maior parte das vezes, só gasta energia.

Contragolpe: as inversões precisam de instrução própria

Como tori está estendido por cima da cabeça de uke, um giro forte para o lado livre pode levar uke para cima da lateral ou das costas de tori. Essa inversão é uma habilidade própria, aprendida em ritmo controlado, e nunca deve ser finalizada agarrando ou torcendo a cabeça de tori.

Desistência segura

Para tori: se um ombro está livre e girando, ou se o braço preso saiu, troque de imobilização (seção 7), em vez de puxar a gola com mais força. Para uke: forçar a saída de um braço preso contra a articulação não é uma saída a ser treinada.

Quando a imobilização muda embaixo de você

O braço preso se solta

Uke agora tem os dois braços livres no lado da cabeça, e a mão direita liberada costuma ir para o seu ombro direito ou o seu quadril para empurrar. Se o braço subiu passando pela sua cabeça, o caminho por baixo do ombro para o kami-shiho-gatame está aberto (seção 7); se ele está empurrando com o cotovelo dobrado, o controle lateral pelo lado direito de uke costuma ser a opção mais próxima. Solte a gola assim que o braço sair: sem o braço preso, ela não segura nada.

Uke gira para o lado do braço da faixa

O seu braço esquerdo e a sua base estão sendo testados. Acompanhe com o peito; se o quadril de uke também estiver girando, considere o controle lateral pelo lado esquerdo de uke. Não deixe o seu braço direito ficar puxando a gola enquanto uke gira.

O joelho de uke entra

Quando um joelho fica entre vocês, você já não está imobilizando. Volte para o lado da cabeça, resolva o joelho com uma passagem orientada pelo professor e depois reconstrua.

Estrangulamentos a partir do lado da cabeça estão fora do alcance deste guia. A pegada na gola nesta imobilização não é uma instrução para um estrangulamento, e usá-la como tal muda a técnica, as regras e o risco. Os estrangulamentos são estudados separadamente, por exemplo nos guias de hadaka-jime e de okuri-eri-jime, com as regras da categoria de idade conferidas.

De uma imobilização estática à escolha da próxima imobilização

  1. Monte a imobilização e verifique o pescoço

    Cooperativo. Tori monta a forma com o braço direito por cima; o professor verifica a pegada na gola e o braço atrás do pescoço. Uke relata onde está o peso e se o pescoço está neutro. Avance quando os dois parceiros conseguirem dizer qual braço está preso e qual ombro o braço da faixa segura.

  2. Uma saída com pouca resistência

    O professor escolhe uma saída de referência do Kodokan para uke usar. Tori responde só com a base e o peito. Avance quando tori conseguir dizer qual foi o primeiro controle atacado.

  3. Giro para qualquer lado

    Uke escolhe girar para o braço preso ou para o braço da faixa. Tori acompanha com a base. Avance quando tori mantiver as duas pegadas na maioria dos giros sem apoiar a mão no tatame.

  4. Rodadas de imobilização para imobilização

    Tori pode mudar para o kami-shiho-gatame, para o controle lateral ou acompanhar uke de quatro (seção 7). Uke vence liberando o braço preso, levantando um ombro ou colocando um joelho para dentro. Tori só vence uma troca se a gola foi solta antes de o ângulo mudar e se o peito continuou pressionado sobre uke. Avance quando tori escolher, sem precisar de aviso, o kami-shiho-gatame para um braço empurrado para cima e o controle lateral para um giro para dentro do braço preso.

  5. Chegadas reais

    Comece a partir do ushiro-kesa-gatame, do controle lateral ou do kami-shiho-gatame, com uke mantendo o cotovelo direito longe do corpo antes da pegada por cima do braço. Se tori mantém a imobilização na etapa 3, mas raramente consegue a gola aqui, treine em seguida o reconhecimento do braço dobrado e a entrada, e não a imobilização.

Combinem antes de cada rodada: a posição inicial, as saídas permitidas, as condições de término (saída, troca de imobilização, batida, tempo definido pelo professor) e a regra de parada: qualquer batida, pedido de parada em voz alta, desconforto no pescoço ou articulação presa. A duração da rodada é uma restrição de treino, e não um tempo oficial de osaekomi. Para mais estrutura de sessão, veja o guia de exercícios de ne-waza.

Dois replays de Campeonatos Mundiais marcados com esta imobilização

Conferimos duas páginas de técnica de atletas da IJF para o kuzure-kami-shiho-gatame em 10 de outubro de 2026. Verificado: cada página existe, traz o título citado, que atribui a ação marcada ao atleta nele nomeado, e lista a luta indicada sob esta técnica. Não verificado: o que o replay mostra, a pontuação, o tempo e a tática. Não assistimos a esses replays e não oferecemos nenhuma análise deles.

Yang x Samy, Campeonato Mundial de Abu Dhabi 2024

A página da IJF com o título “Kuzure-kami-shiho-gatame by YANG Yung Wei” (kuzure-kami-shiho-gatame de Yung-wei Yang) lista a luta do Campeonato Mundial de 2024 (Abu Dhabi) entre Yung-wei Yang (TPE) e Youssry Samy (EGY).

Lien x Holguin, Campeonato Mundial de 2019

A página da IJF com o título “Kuzure-kami-shiho-gatame by LIEN Chen-Ling” (kuzure-kami-shiho-gatame de Chen-ling Lien) lista a luta do Campeonato Mundial de 2019 entre Chen-ling Lien (TPE) e Mariah Holguin (USA).

Perguntas para levar aos replays

  • As pegadas: qual braço de quem está embaixo fica sob o braço de quem imobiliza, e onde está a outra mão de quem imobiliza?
  • A chegada: a imobilização começou a partir da imobilização básica pelo lado da cabeça, pelo lado ou direto de uma disputa desorganizada?
  • O ângulo: quem imobiliza está na linha central ou virado para um dos ombros, e isso muda quando quem está embaixo se move?
  • As tentativas de saída: quem está embaixo trabalha o braço preso, gira para um lado ou move o quadril? Como quem imobiliza responde com a base?
  • Os limites: escreva “pouco claro” para tudo o que a câmera não mostra.

Registre as observações com o checklist de análise de vídeo de luta e teste uma delas numa rodada. As regras em vigor nesses eventos podem ser diferentes das que se aplicam a você.

Forma kuzure, forma básica e imobilizações vizinhas

O que muda entre imobilizações relacionadas
ImobilizaçãoCaminho dos braçosO que a mudança significa na prática
Kami-shiho-gatameOs dois braços por baixo dos ombros até as laterais da faixa (IJF)Os dois braços de uke ficam fora dos seus braços e livres para fazer barreira
Kuzure-kami-shiho-gatameUm braço por cima do braço de uke até a parte de trás da gola; braço esquerdo por trás do pescoço e do ombro até a faixa (IJF)Um braço fica preso; o pescoço fica perto das duas pegadas, então o conforto precisa ser verificado
Ushiro-kesa-gatameTori ao lado, voltado para as pernas (IJF); pegadas conforme ensinadasVoltado para o mesmo lado, em outro lugar: útil para deslizar de uma para a outra, nos dois sentidos
Yoko-shiho-gatamePelo lado, com o peito atravessado sobre o peito de ukeO destino quando uke gira para dentro do braço preso ou quando o quadril sai de baixo do controle pelo lado da cabeça

Nomes informais: usam-se nomes como “imobilização superior dos quatro cantos quebrada”, “norte-sul modificado” e parecidos. “Norte-sul” é uma posição genérica de luta agarrada e não diz quais pegadas são usadas nem se há uma imobilização reconhecida. Mantenha separados a descrição e o nome oficial.

Outras formas modificadas: podem mostrar a você outras modificações do kami-shiho-gatame com o nome kuzure, com pegadas diferentes na faixa ou na gola. A definição da IJF descreve a versão por cima do braço apresentada acima. Se um professor mostrar outra forma, anote exatamente o que muda e que saída ela pretende impedir, em vez de contar toda mudança como a mesma imobilização. O tate-shiho-gatame e o kata-gatame são outras imobilizações, com problemas de controle diferentes.

Descubra para que lado uke escapa

Tarefa: seis rodadas curtas a partir da imobilização. Uke gira para qualquer um dos lados ou tenta liberar o braço preso, escolhendo livremente. Tori mantém as pegadas e ajusta só a base e o peito.

Registro
Direção da saída (para o braço preso / para o braço da faixa / braço retirado / joelho para dentro), primeiro controle perdido e resultado (manteve / trocou de imobilização / escapou / parou).
Pergunta ao professor
“O ângulo do meu corpo está deixando um lado aberto, ou estou perdendo primeiro o braço preso?”
Próxima decisão
Se uma direção predominar, ajuste a base desse lado na próxima sessão. Se o problema for o braço, volte à etapa 1 para a pegada por cima do braço.

Exemplo ilustrativo, não dados reais de treino: “Seis rodadas. Uke escapou três vezes girando para o lado do braço da faixa; o meu controle do ombro esquerdo estava frouxo em todas elas. Mantive duas vezes. Uma vez mudei para o controle lateral. Próximo passo: antebraço mais perto do ombro esquerdo, mesma tarefa.” Se a próxima sessão mostrar esse lado segurando, mas o braço preso escapando, mude o foco.

Guarde o registro na ficha de registro de treino ou no Judo AI. O que importa é a direção e o primeiro controle perdido, e não o tempo de imobilização.

Fontes, autoria e revisão

Por Judo AI · Revisão editorial do texto original em inglês: 10 de outubro de 2026 · Versão em português: 13 de outubro de 2026. Os caminhos dos braços vêm da definição da IJF. Qual braço de uke fica por baixo, o ângulo do corpo e a posição das pernas são convenções editoriais, sinalizadas para conferência com a demonstração do Kodokan. Os diagnósticos, os caminhos e as rodadas são propostas editoriais para treino supervisionado, e não um protocolo validado. Nenhum professor técnico identificado revisou esta página até agora. Prévia editorial em português do Brasil.

Regras e alcance: este é um guia de estudo, não um manual de arbitragem. O tempo de imobilização, o que conta como um osaekomi válido e as regras por categoria de idade não são definidos aqui; confira com o seu professor as regras atuais da IJF e do evento.

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