ESTUDO DE TÉCNICA · KANSETSU-WAZA

Ude-hishigi-sankaku-gatameComo funciona e como melhorar

Trave o triângulo de pernas em volta de um ombro e do pescoço, vire uke de costas sem torcer a cabeça e então estenda o cotovelo preso com as mãos: no sankaku-gatame, o triângulo segura e as mãos finalizam, devagar.

Em japonês
腕挫三角固
Significado
Chave de braço triangular
Classificação
Kansetsu-waza (chaves de articulação) · Katame-waza (técnicas de controle no solo)
Neste guia
Uke de quatro, tori do lado da cabeça de uke; triângulo segundo o texto da IJF, com a chave no braço esquerdo de uke

Uma chave de cotovelo mantida dentro de um triângulo de pernas

O ude-hishigi-sankaku-gatame, normalmente chamado de sankaku-gatame, é a chave de braço triangular. A lista oficial das 100 técnicas do Kodokan o coloca em nono lugar entre os dez kansetsu-waza (chaves de articulação) do katame-waza (técnicas de controle no solo). A biblioteca de técnicas da IJF o rotula como “triangular armlock” (chave de braço triangular) e o define assim: “Uma chave. A partir da frente, de trás ou do lado do adversário, passe a sua perna direita por cima do ombro dele e atravessada sobre o pescoço dele, e a sua perna esquerda por baixo da axila direita dele, enganchando um dos seus pés sob a outra perna numa formação triangular. Ao mesmo tempo, use uma ou as duas mãos para estender e controlar a articulação do cotovelo dele” (traduzido do texto da IJF em inglês).

Essa definição fixa três coisas: o triângulo (uma perna por cima de um ombro e atravessada sobre o pescoço, a outra por baixo da axila do lado oposto, um pé enganchado sob a outra perna), o alvo (a articulação do cotovelo) e a ferramenta que finaliza (uma ou as duas mãos estendendo o cotovelo). Sankaku significa triângulo e se refere à forma das pernas de tori. A mesma forma de pernas aparece também no sankaku-jime, o estrangulamento triangular do shime-waza (estrangulamentos). A diferença é o alvo: o jime age sobre o pescoço; o gatame age sobre o cotovelo. Trate-os como técnicas separadas, com combinados separados no treino.

Nossa convenção: uke está de quatro; tori começa do lado da cabeça de uke, de frente para uke. Seguindo o texto da IJF, a perna direita de tori passa por cima do ombro esquerdo de uke e atravessa a parte de trás do pescoço, e a perna esquerda de tori passa por baixo da axila direita de uke. A cabeça e o braço esquerdo de uke acabam dentro do triângulo, e o braço esquerdo é o que é estendido. Este último ponto é uma leitura comumente ensinada, e não parte da definição; confirme-o com o seu professor diante da demonstração do Kodokan. Trabalhando o outro lado, espelhe tudo.

Nomes que você vai encontrar: sankaku-gatame, ude-hishigi-sankaku-gatame, “triangular armlock” (IJF) e “triangle armlock” (chave de braço em triângulo). Professores também dizem “sankaku” para toda a família de controles em triângulo, e é por isso que o alvo precisa ser nomeado toda vez.

Para quem é este guia: judocas que já fazem ne-waza (luta no solo) supervisionado, a quem já mostraram uma virada contra um adversário de quatro e que conhecem pelo menos uma outra chave de braço. O quadro de segurança da seção 4 vale para todos os exercícios desta página.

A forma oficial a partir de uke de quatro, depois uma variação de ensino

KODOKAN · 腕挫三角固 / Ude-hishigi-sankaku-gatame (série de 100 técnicas KODOKAN × IJF ACADEMY, data de publicação no YouTube: 13 de junho de 2021, 1 min 15 s).
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Esta é a demonstração oficial do Kodokan com a IJF Academy. Conferimos a identidade e o responsável pela publicação no registro oEmbed do YouTube e vimos quadros amostrados durante a reprodução, mas não o analisamos quadro a quadro. No nível que esses quadros mostram: depois da cartela de título, uke está de quatro e tori está ajoelhado do lado da cabeça de uke, por cima das costas de uke; tori então rola para o lado e para trás e, nos quadros da chave, uke está deitado de costas ao lado de tori, com as pernas de tori em volta da cabeça e de um braço de uke, e esse braço esticado ao longo do corpo de tori enquanto as mãos de tori seguram o pulso perto do peito de tori. A ação é repetida e mostrada de outros ângulos de câmera. Assista com estas perguntas:

  1. Qual perna entra primeiro, e por onde ela entra: por cima do ombro ou por baixo da axila?
  2. Quando os pés travam: antes de tori começar a rolar, ou durante o rolamento?
  3. O que vira uke: o rolamento de tori, as pernas, uma pegada no corpo de uke, ou uma combinação?
  4. Onde fica o braço preso enquanto as mãos o estendem, e que parte do corpo de tori está sob o cotovelo?
welcomematstevescott · UDE SANKAKU GATAME Straight Armlock Using Triangle Control With Legs (ude-sankaku-gatame, chave de braço estendido usando o controle em triângulo com as pernas, em inglês; data de publicação no YouTube: 22 de maio de 2022, 1 min 57 s). Referência independente de ensino do canal de Steve Scott.
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Verificamos apenas o título, o responsável pela publicação, a data e a duração deste vídeo, e lemos a descrição do responsável pela publicação, que o apresenta como uma forma de usar o controle em triângulo com as pernas para pressionar um braço estendido e reto. Não analisamos a ação; por isso, esta página não a descreve. Assista com uma pergunta: o triângulo está completo antes de qualquer pressão chegar ao cotovelo, ou a pressão no braço chega enquanto as pernas ainda estão se ajustando? O responsável pela publicação descreve a chave de braço como rápida; no seu treino, a extensão continua lenta, seja qual for a entrada.

A abertura é um espaço entre o braço e a cabeça de uke

O sankaku-gatame é estudado com mais frequência contra um adversário de quatro ou deitado de bruços, porque essa posição oferece o espaço de que a primeira perna precisa. Três perguntas decidem se a abertura existe: A sua perna consegue passar por cima do ombro de uke e atravessar o pescoço enquanto o braço de uke fica dentro? A sua outra perna consegue alcançar a axila do lado oposto por baixo? Os seus pés conseguem travar antes que uke se achate no tatame ou fique em pé?

Uke fica de quatro depois de uma projeção ou de uma virada que falhou

Quando uke fica de quatro para evitar uma imobilização, os cotovelos e os joelhos muitas vezes ficam um pouco afastados, e os ombros ficam na sua frente se você está do lado da cabeça. Um espaço entre o braço esquerdo de uke e o lado da cabeça é por onde a sua perna direita consegue passar por cima do ombro.

Uke estica o braço enquanto defende de quatro

Um uke de quatro que busca a sua perna, a sua faixa ou a sua manga afasta um braço do corpo. Esse braço fica mais fácil de envolver junto com a cabeça e, depois, mais fácil de puxar para fora, estendido.

Quando a chave não está disponível

Se uke está achatado, com os dois cotovelos colados às costelas e a cabeça recolhida, não há espaço para a perna. Se uke já está ficando em pé, o triângulo não pode ser montado com segurança. Se uke tem o braço do lado oposto apoiado bem aberto, a sua perna esquerda vai ter dificuldade para alcançar a axila. Nesses casos, mantenha a pressão por cima ou trabalhe outra virada. Se uke está de costas, um braço estendido entre as suas coxas sugere o juji-gatame, e um braço dobrado sugere o ude-garami.

Triângulo, virada, isolamento, extensão

A chave tem quatro fases. O triângulo envolve a cabeça e um braço de uke. A virada deixa uke de costas. O isolamento livra o braço envolvido de qualquer união das mãos e o puxa ao longo do corpo de tori. A extensão estica o cotovelo com as mãos. Cada fase precisa que a anterior esteja concluída.

O que é parte da definição e o que não é: a definição da IJF fixa os caminhos das pernas (perna direita por cima do ombro e atravessada sobre o pescoço, perna esquerda por baixo da axila direita), o pé enganchado sob a outra perna, o início pela frente, por trás ou pelo lado, e a finalização com uma ou as duas mãos no cotovelo. A ordem das pernas, o rolamento, as pegadas na faixa ou no judogi e o lugar onde o cotovelo se apoia são detalhes comumente ensinados, a confirmar com o seu professor.

  1. Perna direita por cima do ombro esquerdo

    A partir do lado da cabeça de uke, a sua perna direita passa por cima do ombro esquerdo de uke, de modo que a coxa fique atravessada sobre a parte de trás do pescoço de uke, deixando o braço esquerdo de uke dentro, junto à cabeça. A perna se apoia na linha do ombro; ela não pressiona para baixo a coluna cervical. Verificação: uke tenta puxar o braço esquerdo para fora do triângulo. Se ele sai com facilidade, a perna está baixa demais nas costas, atrás do braço em vez de por cima do ombro.

  2. Perna esquerda por baixo da axila direita

    A sua perna esquerda passa por baixo da axila direita de uke, pela frente, de modo que o braço direito de uke fique fora do triângulo. Verificação: uke consegue baixar o cotovelo direito até o tatame e bloquear a perna? Se sim, a perna entrou tarde demais ou baixa demais; o espaço da axila se fecha depressa.

  3. Os pés enganchados no triângulo

    Um pé se engancha sob a outra perna, como diz o texto da IJF; muitos professores ensinam o pé direito enganchado atrás do joelho esquerdo. O triângulo segura a região do ombro e do pescoço, para que uke não consiga tirar a cabeça nem o braço. Verificação: o gancho continua fechado quando uke desloca o quadril. Se o pé continua escorregando, o triângulo está grande demais, normalmente porque a primeira perna ficou baixa demais.

  4. Virada sem torcer a cabeça

    Com o triângulo travado, você rola para o lado e para trás, de modo que uke acompanhe e fique de costas ao seu lado. O rolamento deveria mover toda a parte de cima do corpo de uke; a cabeça simplesmente acompanha os ombros dentro do triângulo. Verificação: o professor observa o pescoço de uke durante o rolamento. Qualquer dobra brusca da cabeça em direção ao peito ou para o lado significa parar: o corpo não está girando junto com as pernas.

  5. O braço isolado ao longo do seu corpo

    Quando uke está de costas, as duas mãos pegam o pulso esquerdo de uke e puxam o braço para fora de qualquer união das mãos, ao longo do seu tronco, de modo que a parte superior do braço continue presa pelo triângulo e o antebraço fique nas suas mãos. Verificação: antes de qualquer extensão, uke consegue dobrar o cotovelo de volta em direção ao rosto? Se sim, o triângulo não está mantendo a parte superior do braço junto à cabeça.

  6. Extensão lenta com as mãos

    Com a parte superior do braço presa e o pulso nas suas mãos, perto do seu peito, o cotovelo é estendido aos poucos, com a articulação do cotovelo contra o seu corpo, como o professor a posiciona. O texto da IJF diz “use uma ou as duas mãos para estender e controlar a articulação do cotovelo dele”. Verificação: uke diz onde está a primeira sensação com a extensão mínima. A resposta tem de ser o cotovelo; se uke relata o pescoço ou o ombro, pare e reconstrua.

A pressão no pescoço não é o alvo aqui

Como o triângulo envolve o pescoço, apertar as pernas pode comprimi-lo. No sankaku-gatame, as pernas seguram; elas não apertam. Se uke bate ou diz “pare” por qualquer motivo, inclusive pressão no pescoço, você solta por completo. Combinem antes que o exercício é de chave de braço, para que os dois parceiros saibam que as mãos, e não as pernas, são a ferramenta que finaliza.

Soltar faz parte da mecânica

Diante de uma batida, de um “pare” falado ou de qualquer sinal de dor, deixe primeiro o braço dobrar, depois abra as mãos, depois desfaça o gancho dos pés e, então, abra as pernas e deixe a cabeça de uke sair. Desfazer o gancho dos pés com o cotovelo ainda estendido pode deixar uke se mover de repente com o braço ainda sob carga. Ensaie essa ordem em toda repetição.

Segurança da articulação e do pescoço em toda repetição: treine apenas sob a supervisão de um professor; construa primeiro o controle e estenda gradualmente; uke controla a intensidade e bate cedo; bater significa soltar imediatamente; nunca dê trancos no braço nem aperte as pernas contra o pescoço; nunca role uke torcendo a cabeça. Poder ou não usar kansetsu-waza ou controles em triângulo depende da categoria de idade, da graduação e do evento: confira isso com o seu professor antes de qualquer rodada com resistência. O restante desta página pressupõe essas regras, em vez de repeti-las.

Quatro pontos sobre a ordem de conclusão

A seção 4 monta cada fase no lugar. Estes pontos verificam se cada fase está concluída antes de a seguinte começar, durante uma entrada com movimento. Use um ponto por série.

  1. Gancho antes do rolamento

    Os pés estão travados antes de você começar a virada. Verificação: quem observa olha apenas os seus pés e os seus ombros e diz o que se moveu primeiro.

  2. O corpo gira, a cabeça acompanha

    Os ombros e o quadril de uke giram juntos durante o rolamento. Verificação: o professor observa a cabeça de uke e diz se ela foi na frente, ficou para trás ou acompanhou os ombros.

  3. Pulso antes da extensão

    As duas mãos seguram o pulso esquerdo de uke e puxam o braço ao longo do seu corpo antes de qualquer extensão. Verificação: existe uma pausa entre “pulso preso” e “começa a extensão”? Sem pausa, normalmente o braço foi puxado reto num único movimento.

  4. Soltar na ordem treinada

    O braço dobra, as mãos abrem, os pés desengancham, as pernas abrem. Verificação: ao sinal do professor, os pés continuam enganchados até o braço estar dobrado.

Se um ponto falhar duas vezes, volte ao triângulo parado com uke de quatro (etapa 1 da seção 10). A maioria dos problemas de extensão nesta chave começa como um triângulo frouxo.

Por que o triângulo escorrega ou o braço continua escondido

Diagnostique a partir da primeira coisa que deu errado; cada item é uma hipótese a testar com o seu professor.

“Os meus pés não travam” ou “o triângulo continua abrindo”.

Causas possíveis: a sua perna direita entrou baixa nas costas de uke em vez de por cima do ombro, deixando o laço grande demais; a sua perna esquerda entrou ao lado da axila, e não por baixo dela; ou uke abriu os ombros enquanto você enganchava.

Como distinguir: congele a posição no gancho. Se a sua coxa direita está atrás do braço de uke, é a primeira perna; se a sua canela esquerda está sobre a parte superior do braço de uke, é a segunda perna; se as duas estão no lugar, mas os ombros de uke se abrem, é a reação de uke.

Ajuste: entre de novo com a coxa direita na linha do ombro, perto do pescoço, e a perna esquerda totalmente por baixo da axila antes de enganchar. Avaliação: cinco ganchos parados contra a mesma abertura lenta dos ombros; conte os triângulos que continuam fechados.

“Uke não vira.”

Causas possíveis: uke apoia a mão livre (direita) ou um joelho bem aberto do lado oposto; você rolou antes de os pés estarem travados; ou você tentou virar uke pela cabeça, e não pelos ombros.

Como distinguir: observe o lado oposto. Uma mão direita ou um joelho bem aberto é um apoio; um triângulo que se abriu durante o rolamento é uma questão de tempo; um uke que gira só pelo pescoço é a alavanca errada, e um motivo para parar.

Ajuste: trave primeiro e depois role para o lado em que uke não tem apoio. Se uke continua se apoiando, mantenha o controle por cima e prepare de novo; nunca force o rolamento pelo pescoço. Avaliação: uke faz o mesmo apoio em cinco repetições; conte as viradas completadas com a cabeça acompanhando os ombros.

“Uke está de costas, mas não consigo tirar o braço.”

Causas possíveis: uke uniu as mãos, segurou o próprio judogi ou a própria faixa, ou puxou o antebraço esquerdo por cima do rosto; as suas mãos chegaram ao antebraço em vez do pulso; ou o triângulo se afrouxou, de modo que a parte superior do braço consegue se mover.

Como distinguir: veja o que está segurando. Uma união das mãos exige um método de separação; uma pegada no antebraço é uma questão de posição das mãos; uma parte superior do braço que se move é uma questão do triângulo.

Ajuste: aperte primeiro o triângulo e depois trabalhe devagar a separação que o seu professor ensina. Nunca dê um tranco na união das mãos: quando ela se desfaz, o braço pode ir de uma vez até a extensão total. União desfeita significa pausa e, depois, extensão lenta. Avaliação: anote se o braço saiu sob controle e se uke chegou alguma vez ao fim da amplitude sem aviso.

“Uke bate por causa do pescoço, não do cotovelo.”

Causas possíveis: você apertou as pernas enquanto tentava estender; a coxa direita está atravessada sobre a frente da garganta, em vez do lado do pescoço e do ombro; ou o queixo de uke está preso.

Como distinguir: pergunte a uke, com pressão zero no braço, se o pescoço está desconfortável. Se sim, é a posição da perna; se começa só quando você estende, você está apertando.

Ajuste: solte e reconstrua com a perna na linha do ombro, e mantenha as pernas na tensão de segurar enquanto as mãos trabalham. Avaliação: em todas as repetições da série seguinte, uke diz se o pescoço está confortável antes da extensão e onde está a primeira sensação durante ela.

“A pressão está no ombro.”

Causas possíveis: o braço está sendo puxado por cima do corpo de uke, e não ao longo do seu; o cotovelo não está apoiado no seu corpo, então não há ponto de apoio na articulação; ou uke girou o braço.

Como distinguir: o professor compara a linha do antebraço de uke com o seu tronco e confere onde o cotovelo está apoiado.

Ajuste: pare e redirecione o pulso ao longo do seu tronco, com o cotovelo posicionado onde o seu professor o coloca. Nunca puxe com mais força para encontrar o cotovelo. Avaliação: em cada repetição, uke diz onde está a sensação; só o cotovelo continua.

Leia o braço, e saiba quando ficar no controle

Estes são padrões editoriais de treino supervisionado, não descrições dos vídeos indicados. Cada um indica onde a tentativa é abandonada.

LEIA O ESPAÇO

Uke de quatro: triângulo, outra virada ou manter a pressão

Início: uke de quatro, você do lado da cabeça. Reação do parceiro, três casos: (a) um espaço entre o braço esquerdo e a cabeça de uke, com a axila direita aberta; (b) uke cola os dois cotovelos e recolhe a cabeça; (c) uke começa a se levantar sobre os pés. Próxima ação: (a) é a abertura deste guia: perna direita por cima do ombro, perna esquerda por baixo da axila, gancho e então rolamento. (b) não oferece nenhum caminho para a perna: mantenha a pressão do peito sobre as costas de uke e espere, ou use uma virada que o seu professor ensina. (c) significa parar a tentativa e seguir a regra de posição combinada. Parar ou recomeçar: se os seus pés não estão enganchados quando uke começa a se levantar, abandone as pernas e mantenha o controle da parte de cima do corpo.

TRIÂNGULO, DEPOIS O ALVO

Triângulo completo → chave de braço ou estrangulamento, conforme o combinado

Início: uke de costas ao seu lado, dentro do triângulo. Reação do parceiro: uke protege o braço esquerdo com as mãos unidas. Próxima ação: mantenha o triângulo na tensão de segurar e trabalhe o braço devagar. O seu professor também pode ensinar o sankaku-jime a partir dessa forma; só troque de alvo se o combinado da rodada permitir estrangulamentos e o seu parceiro souber disso. Parar ou recomeçar: se você está apertando as pernas para fazer o braço se mover, está misturando duas técnicas; pare e reconstrua.

QUANDO A CHAVE FALHA

Braço escondido → passar para uma imobilização

Início: uke de costas, triângulo feito, braço protegido. Reação do parceiro: uke mantém as mãos unidas e tenta sentar em sua direção. Próxima ação: suba sobre o quadril, coloque o peso do peito sobre a parte de cima do corpo de uke e passe para uma imobilização que o seu professor tenha ensinado a partir dessa posição, por exemplo em direção ao kuzure-kami-shiho-gatame ou ao yoko-shiho-gatame. Abra as pernas só quando a parte de cima do seu corpo tiver o controle. Parar ou recomeçar: se uke voltou a ficar de joelhos, volte ao caso inicial.

Em cada tentativa, anote dois fatos além do resultado: se o gancho estava feito antes do rolamento e se você manteve o controle quando abandonou a chave. Esses dois costumam explicar as finalizações.

Feche o espaço, impeça o rolamento, mantenha o cotovelo dobrado

Toda defesa elimina uma fase da seção 4: o triângulo, a virada, o isolamento ou a extensão. Quanto mais cedo a fase, mais segura a defesa.

Prevenção: nenhum espaço entre o braço e a cabeça

De quatro, manter os cotovelos perto dos joelhos e a cabeça recolhida entre os braços não deixa caminho para a perna de tori passar por cima do ombro com o braço dentro.

Defesa inicial: antes de os pés travarem

Enquanto só uma perna entrou, uke pode puxar o braço envolvido para fora do espaço ou baixar o cotovelo do lado oposto para bloquear o caminho da axila. Quando os pés já estão enganchados, isso fica mais difícil, e a defesa passa para a virada.

Saída: impeça a virada e depois proteja o braço

Apoiar a mão livre e um joelho bem abertos do lado oposto pode impedir o rolamento. Se uke foi virado, manter o cotovelo preso dobrado e as mãos unidas adia a extensão enquanto uke trabalha para sentar ou ficar de frente para tori. Defesas que puxam ou torcem a cabeça para fora do triângulo não são uma prática segura.

Exposição de tori a contragolpes

Tori está de lado ou de costas, com as duas pernas comprometidas. Se uke escapa do triângulo, uke pode terminar por cima. É por isso que a seção 7 passa para uma imobilização antes de as pernas se abrirem.

Para quem defende: bata com a mão livre ou com um pé, ou diga “pare” com clareza, na primeira sensação de pressão no cotovelo ou no pescoço. Nunca tente aguentar a chave nem arrancar a cabeça com um tranco. Tori solta imediatamente.

O que o triângulo dá quando o braço não vem

O sankaku-gatame é alcançado por meio de uma virada, então ele fica entre o controle por cima de um uke de quatro e uma imobilização de um uke de costas. Este mapa de estudo mostra aonde cada fase pode levar.

Do triângulo à próxima posição
Fase alcançadaO que uke fazPróxima decisão
Uma perna dentro, sem ganchoPuxa o braço para fora ou se achataRetire a perna e mantenha a pressão do peito sobre as costas de uke
Triângulo enganchado, uke ainda de quatroApoia bem aberto para impedir o rolamentoSegure o triângulo e refaça o tempo do rolamento, ou solte e recomece
Uke virado, braço escondidoUne as mãos ou segura o próprio judogiSepare devagar, ou passe para uma imobilização
Uke virado, braço isoladoTenta dobrar o cotoveloExtensão lenta com as mãos, batida e soltura

Entrando e saindo de imobilizações

Uke muitas vezes fica de quatro para escapar de uma imobilização ou de uma projeção, e a virada com o triângulo é uma forma de trazer uke de volta para ficar de costas. Quando a chave não vem, a virada ainda deixa você numa posição perto de uma imobilização: o seu peito está perto da parte de cima do corpo de uke, e a cabeça e um braço de uke estão controlados. O custo é que as suas pernas estão comprometidas; passe para uma imobilização que o seu professor tenha ensinado antes de abri-las.

Relação com o estrangulamento

O triângulo que segura uke no sankaku-gatame tem a mesma forma usada no sankaku-jime. Neste guia, ele é um controle, não uma arma. Se o seu professor ensina os dois, treine-os em blocos separados, com combinados de batida separados, para que nenhum dos parceiros seja surpreendido por uma troca de alvo. Para planejar sessões de ne-waza de forma mais ampla, veja o guia de exercícios de ne-waza.

De um triângulo parado às rodadas de posição contra uke de quatro

Avance apenas quando o critério for cumprido com o professor observando; a progressão depende do controle, da segurança do pescoço e da soltura.

  1. Triângulo parado com uke de quatro

    Uke de quatro, parado. Você monta o triângulo e engancha os pés, e então para. Uke testa um puxão do braço e uma abertura dos ombros; o professor confere a perna contra o lado do pescoço. Critério: o triângulo continua fechado, o braço de uke continua dentro e uke não relata pressão no pescoço.

  2. Só a virada

    A partir do triângulo enganchado, role uke até ficar de costas e pare, sem trabalhar o braço. Critério: em toda repetição, o professor confirma que a cabeça de uke acompanhou os ombros, e uke não relata desconforto no pescoço.

  3. Isolamento e extensão lenta

    A partir da posição virada, segure o pulso, puxe o braço ao longo do seu corpo e estenda em etapas; uke bate na primeira sensação clara no cotovelo e você executa a ordem de soltura. Critério: toda batida produz soltura imediata, na ordem treinada, e uke sempre relata o cotovelo.

  4. Rodadas de posição com uma defesa

    Rodadas curtas: uke começa de quatro e tenta ficar em pé ou se achatar; você pode manter a pressão por cima, tentar o triângulo ou passar para uma imobilização. Uma batida, uke ficando em pé ou uma perda de controle encerram a rodada. Critério: o professor avalia que as suas tentativas correspondem à leitura da seção 7 e que nenhuma virada foi forçada pelo pescoço.

O randori (treino livre) de ne-waza com esta chave vem depois da etapa 4, quando o professor considerar o hábito de soltar confiável e confirmar a elegibilidade.

Pistas oficiais de replay, e os seus limites

Conferimos estas páginas da biblioteca de técnicas da IJF em 14 de outubro de 2026. Cada uma é uma pista de replay: a luta aparece sob a marcação de sankaku-gatame; o que aconteceu nela não foi verificado, e não assistimos às imagens.

Emma Reid (GBR): seis lutas marcadas

A página de técnica da IJF lista Emma Reid como a atleta mais associada à marcação, e a página da IJF com o título “Sankaku-gatame by REID Emma” (sankaku-gatame de Emma Reid) lista seis lutas, incluindo duas no Campeonato Europeu adulto de 2026 (contra Anna Kazakova e contra Metka Lobnik) e uma no Grand Prix de Portugal 2024, contra Karol Gimenes.

Munkhbat x Ungureanu, Campeonato Mundial de 2019

A página da IJF com o título “Sankaku-gatame on World Championships Senior 2019” (sankaku-gatame no Campeonato Mundial adulto de 2019) lista uma luta entre Urantsetseg Munkhbat e Monica Ungureanu. A página do evento não diz qual atleta executou a ação marcada.

Verificado: os títulos das páginas, os eventos, os confrontos e as marcações. Não verificado: se houve pontuação, o momento da luta, a posição anterior e qualquer tática.

Perguntas para levar aos replays

  1. Origem: o adversário estava de quatro, de bruços ou saindo de uma projeção? Pela frente, pelo lado ou por trás?
  2. Triângulo: qual perna entrou primeiro, e os pés engancharam antes da virada?
  3. Virada: o adversário se apoiou, e como o atleta lidou com isso?
  4. Braço: o braço já estava livre, ou precisou ser separado de uma união das mãos?
  5. Final: com que rapidez o árbitro interrompeu a ação e o atleta soltou?

Registre apenas o que a câmera mostra; marque o resto como “não visível”. As imagens de elite refletem as regras daquele evento, não as da sua categoria.

O sankaku-gatame entre técnicas parecidas

A lista do Kodokan separa as técnicas por aquilo sobre o que elas agem. A forma do triângulo, sozinha, não decide o nome.

Formas iguais ou parecidas, alvos diferentes
TécnicaGrupoO que faz o trabalho
Ude-hishigi-sankaku-gatameKansetsu-wazaO triângulo de pernas segura; uma ou as duas mãos estendem o cotovelo (IJF)
Sankaku-jimeShime-wazaO triângulo de pernas age sobre o pescoço
Ude-hishigi-juji-gatameKansetsu-wazaAs coxas prendem a parte superior do braço, as mãos seguram o pulso (IJF)
Ude-hishigi-hiza-gatameKansetsu-wazaO joelho de tori pressiona o cotovelo (IJF)
Ude-hishigi-ude-gatameKansetsu-wazaAs mãos e os braços de tori contra o cotovelo
Ude-garamiKansetsu-wazaOs dois braços enroscam e torcem um braço dobrado

As linhas sem “(IJF)” resumem o que os nomes e o agrupamento indicam; estude cada técnica a partir do seu próprio guia e da sua demonstração oficial.

Variações dentro do sankaku-gatame

Lado de partida: a definição da IJF permite a frente, a parte de trás ou o lado; este guia usa a frente porque o vídeo oficial começa por ali. As entradas por trás e pelo lado mudam qual perna se move primeiro e precisam de orientação do professor. Finalização com as mãos: uma ou as duas mãos, como a definição permite; segurar o pulso com as duas mãos é a forma mais fácil de controlar devagar. Finalizações com o braço dobrado ou no outro braço a partir do triângulo existem em material de ensino, mas agem sobre a articulação de outro jeito; se o braço envolvido não está sendo estendido, dê o nome do que você está realmente fazendo e pergunte ao seu professor se ainda é sankaku-gatame.

Uma sessão: primeiro o gancho, depois o rolamento

Tarefa: com a concordância do seu professor, faça as etapas 1 e 2: monte o triângulo num uke de quatro parado e depois faça só a virada, sem trabalhar o braço. Dez repetições de cada lado.

Situação
Uke de quatro, eu do lado da cabeça.
Meu foco
Pés enganchados antes de os meus ombros começarem a rolar.
O que eu notei
Onde a minha coxa direita caiu? O gancho aguentou durante o rolamento? A cabeça de uke acompanhou os ombros?
Pergunta ao professor
“Quando o triângulo abre, é a minha primeira perna, a minha segunda perna ou os ombros de uke?”
Próxima decisão
Repetir a sessão ou acrescentar a etapa 3 (isolamento e extensão lenta).

Um exemplo de registro de revisão

Exemplo ilustrativo, não são dados de treino medidos: “Dez triângulos do lado direito. O gancho aguentou em sete. Nos três que abriram, a minha coxa direita estava atrás do braço de uke, e não no ombro. Na série de viradas, uke apoiou a mão direita duas vezes e eu parei, como combinado. Uma vez uke disse que o pescoço estava apertado; o professor levou a minha coxa em direção ao ombro. Próxima sessão: coxa na linha do ombro, e perguntar sobre o pescoço antes de cada rolamento.”

A anotação registra o fato, a causa e a mudança, e registra o relato sobre o pescoço como informação, e não como falha. Guarde-a na ficha de registro de treino ou no Judo AI, para que a sessão seguinte comece pela posição da perna.

Fontes, autoria e revisão

Por Judo AI · Revisão editorial do texto original em inglês: 14 de outubro de 2026 · Versão em português: 15 de outubro de 2026. Os caminhos das pernas, o gancho, os lados de partida possíveis e a finalização com as mãos vêm da definição da IJF. Qual braço é estendido, a ordem das pernas, o rolamento, as pegadas usadas para virar uke, o lugar onde o cotovelo se apoia e a ordem de soltura são detalhes comumente ensinados, marcados para confirmação pelo professor. Os exercícios, os diagnósticos e os critérios das etapas são sugestões editoriais do Judo AI para treino supervisionado e não foram testados como programa; ainda não houve revisão por um professor de judô identificado.

Regras e alcance de segurança: este é um guia de estudo para judô supervisionado, não um manual de arbitragem. Não concluímos uma revisão das regras atuais, incluindo quaisquer regras sobre pressão no pescoço e na coluna a partir de posições em triângulo; confira as regras atuais da IJF e do evento, e as restrições da sua categoria de idade e da sua graduação, com o seu professor antes de usar kansetsu-waza ou controles em triângulo em randori ou shiai (competição). Bater significa soltar imediatamente, em qualquer contexto.

Referência oficial das 100 técnicas · Guias de treino.