ESTUDO DE TÉCNICA · SHIME-WAZA

Nami-juji-jimeComo funciona e como melhorar

O nami-juji-jime é o estrangulamento cruzado em que os dois polegares entram por dentro da gola e as duas palmas ficam voltadas para baixo. Este guia treina a parte que decide se ele funciona: a profundidade da primeira mão antes que a segunda mão chegue.

Em japonês
並十字絞
Significado
Estrangulamento cruzado normal (com as mãos cruzadas)
Classificação
Katame-waza (técnicas de controle no solo) · Shime-waza (estrangulamentos)
Neste guia
De frente para uke; a mão direita entra primeiro, com o polegar por dentro da gola direita de uke; a mão esquerda cruza até a gola esquerda de uke, com o polegar por dentro; as duas palmas para baixo

Braços cruzados, polegares por dentro, palmas para baixo

O nami-juji-jime é o primeiro dos doze shime-waza (estrangulamentos) da lista de nomes de técnicas do Kodokan, escrito 並十字絞. Nami significa comum ou normal, juji significa a forma do caractere 十, uma cruz, e jime significa estrangulamento. A tradução inglesa mais comum é “normal cross strangle” (estrangulamento cruzado normal); a IJF o chama de “normal cross-handed strangle” (estrangulamento normal com as mãos cruzadas). A definição da IJF descreve a técnica de frente para o adversário: você segura a gola com as mãos cruzadas, “os polegares por dentro da gola, de modo que as suas palmas fiquem para baixo”, e aplica pressão nos dois lados do pescoço com as bordas externas das duas mãos (traduzido do texto da IJF em inglês).

Essa frase contém tudo o que separa o nami-juji-jime dos seus dois vizinhos no Kodokan. No gyaku-juji-jime, os dedos entram por dentro da gola e as duas palmas ficam voltadas para cima. No kata-juji-jime, uma mão entra com o polegar por dentro e a outra com os dedos por dentro. O nami-juji-jime é a versão em que os dois polegares ficam por dentro e as duas palmas ficam voltadas para baixo, de modo que o dorso das mãos fica voltado para você, e as bordas das mãos e dos punhos do lado do dedo mínimo são o que encontra os lados do pescoço.

Nossa convenção: você é tori e está de frente para uke, ajoelhado e montado sobre o tronco de uke (uke de costas no tatame) ou deitado com uke entre as suas pernas. A sua mão direita entra primeiro: ela cruza até a gola direita de uke, com o polegar por dentro e a palma para baixo, e desliza fundo em direção à parte de trás do pescoço. A sua mão esquerda entra em segundo lugar: ela cruza até a gola esquerda de uke, com o polegar por dentro e a palma para baixo. Os seus antebraços formam um X na frente da garganta de uke. Para treinar começando pela mão esquerda, espelhe todas as mãos e todos os lados. Qual antebraço termina por cima é uma decisão do professor (veja a seção 2).

Para quem é este guia: judocas que já treinam ne-waza (luta no solo) com supervisão e a quem um professor já mostrou como os estrangulamentos são aplicados e soltos. Um texto não substitui essa aula. Em toda repetição, uke pode bater ou dizer “pare”, e tori abre as duas mãos na hora; o treino nunca é levado em direção à perda de consciência. As regras sobre estrangulamentos variam conforme a categoria de idade, a graduação e o evento, e esta página não as informa para você.

A forma do Kodokan e uma aula de estrangulamentos cruzados num dojô

KODOKAN · 並十字絞 / Nami-juji-jime (série de 100 técnicas KODOKAN × IJF ACADEMY, publicado em abril de 2021, cerca de 55 s)
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O vídeo oficial não tem narração. Examinamos quadros parados dele, em vez de assisti-lo de forma contínua, então não damos marcações de tempo. Nos quadros que vimos, a dupla começa sentada, um de frente para o outro, enquanto tori coloca as mãos na gola de uke; uma fase posterior mostra tori sentado, com uke ajoelhado entre as pernas de tori; e o vídeo termina com uke de costas e tori ajoelhado sobre o tronco de uke, com as duas mãos na gola. Em outras palavras, a mesma pegada aparece a partir de uma posição sentada de ensino, por baixo e por cima.

Ao assistir, acompanhe uma mão de cada vez. Onde a primeira mão termina na gola: ao lado da garganta, ou contornando em direção à parte de trás do pescoço? Quanto tempo a segunda mão leva para chegar? Onde estão os cotovelos de tori no final: juntos na frente do peito de tori, ou abertos para fora? O que a cabeça de uke faz? Tudo o que você não conseguir ver pelo ângulo da câmera, anote como “não visível”.

Riki Judo Dojo · Nami-Juji-Jime, Kata-Juji-Jime, And Gyaku-Juji-Jime Tips (dicas dos três estrangulamentos cruzados, em inglês; publicado em junho de 2022, cerca de 9 min; o responsável pela publicação descreve uma aula gravada em 23 de maio de 2022)
Abra este vídeo no YouTube. Referência independente de ensino, separada da demonstração oficial.

Não revisamos esta aula assistindo à reprodução, então não atribuímos a ela nenhuma instrução específica. A lista de capítulos do responsável pela publicação (em inglês; os títulos estão traduzidos aqui) inclui: shime-waza significa fechar, não sufocar (0:00); fechar o fluxo de sangue, não o fluxo de ar (0:18); não importa qual mão fica por cima (0:32); o alvo (0:39); como treinar (0:44); mantenha os cotovelos dobrados (2:02); rápido tudo bem, mas a precisão é o que conta no final (2:23); treino de fusegi (defesa) (3:02); quatro saídas (de 3:16 a 5:24); as pessoas geralmente atacam com um braço de cada vez (5:50); fazer o kata-juji-jime como fusegi por baixo (6:21); uma solução para quando o estrangulamento trava (7:05); geralmente eles são feitos por baixo (7:34); e rolar, rolar, rolar (8:01). Essas são as indicações do responsável pela publicação, e não marcações de tempo que conferimos.

Três desses títulos dão forma a este guia. “Fechar o fluxo de sangue, não o fluxo de ar” é o motivo pelo qual a seção 4 direciona a pressão para os lados do pescoço, e não para a garganta. “Não importa qual mão fica por cima” é o motivo pelo qual a nossa convenção deixa o antebraço de cima a cargo do seu professor. “As pessoas geralmente atacam com um braço de cada vez” descreve o momento fraco de todo estrangulamento cruzado, o intervalo entre a primeira e a segunda mão, ao qual as seções 5 a 7 voltam.

De frente para uke, com uma gola em que você consegue entrar

O nami-juji-jime é aplicado de frente para uke. Só isso já o separa do okuri-eri-jime e do hadaka-jime, que são aplicados por trás. Antes de buscar a gola, confira três coisas: a gola de uke está aberta o bastante para o seu polegar entrar, as mãos de uke ainda não estão protegendo o pescoço, e a sua posição vai continuar estável quando as duas mãos estiverem na gola, e não no tatame.

Ajoelhado e montado sobre uke (montada)

Com uke de costas e os seus joelhos de cada lado do tronco de uke, a gravidade ajuda você e a gola de uke fica voltada para você. O custo é que as suas duas mãos vão estar na gola, então nada fica apoiado no tatame; se os seus joelhos estiverem soltos, uke pode fazer ponte e rolar você. Assente o seu peso antes que a primeira mão entre, e não depois.

Por baixo, com uke entre as suas pernas

O vídeo oficial inclui uma fase em que tori está sentado com uke ajoelhado entre as pernas de tori, e a lista de capítulos da aula diz que “geralmente eles são feitos por baixo”. Daqui, as suas pernas podem puxar a parte de cima do corpo de uke para baixo, na sua direção, o que traz a gola ao seu alcance e dobra a postura de uke. A fraqueza é o oposto da montada: se uke se senta bem ereto, com os braços esticados, a gola sai do alcance.

Uke ajoelhado ou sentado na sua frente

Esta é a posição de ensino usada no início do vídeo oficial. Ela permite que os dois parceiros vejam as pegadas e é o lugar certo para aprender a ordem das mãos, mas não é uma posição em que o estrangulamento costuma ser finalizado contra resistência.

Quando ele não está disponível

Se uke se virou de lado ou de bruços, a gola está voltada para o tatame e a pegada cruzada deixa de fazer sentido; mude para um estrangulamento por trás ou para uma imobilização. Se o queixo de uke está travado para baixo e as duas mãos protegem a gola, forçar a entrada do polegar arrasta o tecido pelo rosto. Se o judogi de uke saiu da faixa e está solto, uma pegada com a palma para baixo escorrega em vez de apertar. E se o seu evento ou a sua categoria de idade não permite estrangulamentos, treine só a posição.

Uma primeira mão funda, uma segunda mão que cruza, pressão pelas bordas das mãos

As etapas abaixo seguem a descrição da IJF, na ordem. Cada uma tem uma função e uma verificação que um parceiro ou o professor pode confirmar.

  1. Assente primeiro a posição

    Por cima, os seus joelhos ficam perto do quadril de uke e o seu peso fica sobre o tronco de uke, e não sobre as suas mãos. Por baixo, as suas pernas envolvem a cintura de uke e puxam a parte de cima do corpo de uke para baixo, em direção ao seu peito. Nenhuma das mãos busca a gola antes que isso esteja feito. Verifique: antes de qualquer pegada, uke tenta uma vez fazer uma ponte lenta (por cima) ou se sentar devagar (por baixo). Se conseguir sem que você use as mãos, a posição não está pronta.

  2. Mão direita: polegar por dentro da gola direita de uke, fundo

    A sua mão direita cruza na frente da garganta de uke até o lado direito de uke. Abra a gola com os dedos, enfie o polegar por dentro e gire a palma para baixo, de modo que os seus dedos fiquem do lado de fora do judogi. Depois, deslize a pegada contornando a gola em direção à parte de trás do pescoço de uke, atrás da orelha, em vez de parar ao lado da garganta. É essa profundidade que permite que a borda da sua mão direita alcance o lado do pescoço mais tarde. Verifique: pergunte a uke onde está o seu polegar. “Ao lado da minha traqueia” é raso demais; “perto da parte de trás do meu pescoço” é o alvo.

  3. Mão esquerda: cruze até a gola esquerda de uke, polegar por dentro

    O seu braço esquerdo cruza o seu antebraço direito e pega a gola esquerda de uke, de novo com o polegar por dentro e a palma para baixo, tão fundo quanto o tecido permitir. Os seus antebraços agora formam um X na frente da garganta de uke. O título de capítulo da aula diz que não importa qual mão fica por cima; este guia coloca o antebraço esquerdo sobre o direito, mas siga o seu professor. Verifique: o professor olha os dois polegares. Se algum polegar estiver do lado de fora da gola, ou se uma palma estiver voltada para cima, você já não está treinando o nami-juji-jime.

  4. Pressão pelas bordas externas das duas mãos

    A definição da IJF coloca a pressão nos dois lados do pescoço por meio das bordas externas das duas mãos. Como as duas palmas estão voltadas para baixo, essas bordas são os lados das suas mãos e dos seus punhos do lado do dedo mínimo. Traga os cotovelos em direção ao seu próprio corpo e mantenha-os dobrados, como sugere o título de capítulo “mantenha os cotovelos dobrados”, para que as bordas das duas mãos se fechem juntas sobre os lados do pescoço. Por cima, pergunte ao seu professor se o seu peito deve descer enquanto as mãos se fecham; por baixo, as suas pernas continuam puxando uke. Não prescrevemos um ângulo nem uma força; aumente a pressão devagar, para que uke tenha tempo de bater. Verifique: uke relata pressão nos dois lados do pescoço, por igual, e nada na frente da garganta nem na mandíbula.

  5. Soltar faz parte da técnica

    Diante de uma batida ou de um “pare”, abra as duas mãos e tire os polegares da gola. Relaxar os braços com os polegares ainda enterrados continua deixando o tecido apertado em volta do pescoço. Por cima, endireite o tronco para que os seus antebraços saiam do pescoço; por baixo, abra as pernas para que uke possa se afastar. Se uke parar de responder em qualquer momento, solte completamente, chame o professor e encerre o exercício. Verifique: depois da soltura, a gola de uke fica frouxa dos dois lados.

Pontos de controle e a saída que cada um fecha: os joelhos e o peso por cima impedem a ponte com rolamento; as pernas em volta da cintura, por baixo, impedem que uke se sente e saia do alcance; a primeira mão funda impede que uke desfaça a pegada antes que a segunda mão chegue; a segunda mão, cruzando, completa o X para que a pressão venha dos dois lados ao mesmo tempo. Perder qualquer um deles abre uma saída específica, e a seção 6 está organizada em torno de qual deles falhou.

Cinco verificações para um nami-juji-jime controlado

A seção 4 verifica cada etapa com um parceiro que coopera. Estas indicações são para rodadas em que uke se defende. Escolha uma por rodada e registre o que você viu.

  1. A primeira mão chega fundo antes que a segunda se mova

    Verifique: depois de cada tentativa, uke diz onde o primeiro polegar terminou. Conte as tentativas em que a segunda mão se moveu enquanto a primeira ainda estava ao lado da garganta.

  2. Os dois polegares por dentro, as duas palmas para baixo

    Verifique: o professor diz em voz alta qual foi a pegada no final de cada tentativa. Sob pressão, a segunda mão muitas vezes entra com os dedos primeiro, porque é mais fácil; isso transforma a técnica em kata-juji-jime. Conte quantas vezes isso acontece.

  3. Pressão nos lados, nunca na traqueia

    Verifique: se uke tossir, engolir com força ou relatar pressão na frente da garganta, solte. Essa repetição não conta, e a causa costuma ser a profundidade da pegada (problema 2, abaixo).

  4. Cotovelos dobrados e perto do corpo

    Verifique: filme de lado. No momento da pressão, os seus cotovelos estão dobrados e recolhidos, ou os seus braços se esticaram enquanto você empurra uke para longe?

  5. Base antes das pegadas

    Verifique: por cima, conte quantas vezes a primeira ponte de uke move você antes que a segunda mão entre. Por baixo, conte quantas vezes uke se senta e sai do alcance antes que a segunda mão entre.

Por que o seu nami-juji-jime trava?

A maioria dos travamentos remonta à primeira mão: não foi funda o bastante, foi desfeita cedo demais ou foi colocada enquanto a posição ainda estava solta. Identifique qual etapa deu errado primeiro.

“A minha segunda mão não consegue fazer o cruzamento.”

Causas possíveis: a primeira mão parou ao lado da garganta, então o antebraço dela bloqueia o espaço de que o segundo braço precisa; a mão esquerda de uke está protegendo a gola esquerda; ou você está longe demais e o seu segundo braço fica curto. Como diferenciar: pause quando a segunda mão parar. Ela está bloqueada pelo seu próprio antebraço, pela mão de uke ou pela distância? Ajuste: se for o seu próprio antebraço, deslize a primeira mão mais adiante contornando a gola antes de mover a segunda; se for a distância, feche primeiro a posição (abaixe o peito, por cima; puxe com as pernas, por baixo). Avalie: no mesmo exercício, conte quantos cruzamentos completos você faz em dez.

“Uke sente na garganta, e não nos lados.”

Causas possíveis: as duas mãos estão rasas, então o ponto em que os seus punhos se cruzam fica na frente da garganta; as suas palmas giraram para cima, de modo que são os nós dos dedos, e não as bordas das mãos, que apontam para dentro; ou você está empurrando o pescoço para baixo em vez de fechar as bordas das mãos. Como diferenciar: peça a uke que aponte onde está a pressão e olhe onde os seus punhos se cruzam. Ajuste: solte, refaça a pegada com os dois polegares mais fundos, em direção à parte de trás do pescoço, para que o ponto de cruzamento se afaste da garganta, e confira se as duas palmas estão voltadas para baixo. A indicação do responsável pela publicação, “fechar o fluxo de sangue, não o fluxo de ar”, é o objetivo a discutir com o seu professor. Avalie: uke relata pressão nos lados, e não na garganta, em cada uma das próximas cinco repetições lentas.

“Uke desfaz a minha primeira mão antes que a segunda chegue.”

Causas possíveis: a primeira mão está rasa e é fácil de descolar; há uma pausa longa entre as mãos; ou as mãos de uke estavam livres para alcançar o seu punho, porque a posição não as ocupava. O capítulo da aula “as pessoas geralmente atacam com um braço de cada vez” dá nome a esse intervalo. Como diferenciar: filme e conte quantos tempos se passam entre a primeira pegada e a segunda, e anote qual das mãos de uke desfez a pegada. Ajuste: treine a segunda mão vindo logo depois da primeira, assim que a primeira estiver funda, sem nenhum ajuste no meio. Avalie: quantas vezes a primeira pegada resiste à mesma tentativa combinada de desfazê-la.

“Sou rolado assim que as duas mãos estão na gola.”

Causas possíveis: por cima, os seus joelhos estão altos sobre o peito de uke e o seu peso está para a frente, sobre as mãos; uke faz ponte para o lado em que nada está apoiado. Como diferenciar: o professor observa os seus joelhos e o seu quadril no momento em que a segunda mão entra. Ajuste: mantenha os joelhos baixos e o quadril pesado sobre o tronco de uke; não se incline tanto para a frente a ponto de o seu peso depender da pegada. Se uke fizer a ponte mesmo assim, solte e apoie a mão no tatame, em vez de se segurar (veja a seção 8). Avalie: quantas vezes você é rolado em dez tentativas, com a mesma ponte combinada.

“Por baixo, uke se senta e nada acontece.”

Causas possíveis: as suas pernas não estão puxando uke para baixo; os seus braços se esticaram quando uke apoiou as mãos; ou as suas pegadas estão boas, mas a cabeça de uke agora está fora do alcance. Como diferenciar: olhe os seus cotovelos. Se estão esticados, a postura de uke venceu os seus braços. Ajuste: use as pernas para trazer o peito de uke de volta para baixo antes de tentar fechar as mãos, mantendo os cotovelos dobrados, como sugere o título de capítulo. Se você não conseguir trazer uke para baixo, mantenha as pegadas como controle e trabalhe a posição. Avalie: quantas vezes você consegue trazer uke de volta ao alcance a partir da mesma postura combinada.

“As minhas pegadas escorregam e a gola afrouxa.”

Causas possíveis: o judogi de uke está fora da faixa; o seu polegar mal entrou na gola; ou você está puxando para fora, ao longo do tecido, em vez de fechar as mãos. Como diferenciar: observe a gola enquanto a pressão aumenta. Se as golas escorregam pelas suas mãos, o problema é o tecido; se os seus polegares saltam para fora, é a profundidade. Ajuste: aprofunde o polegar e concentre-se em fechar as bordas das mãos, em vez de puxar o tecido. Avalie: uke relata se a pressão se mantém estável ou diminui durante uma contagem lenta até cinco.

Use a defesa de uke para escolher a próxima ação

Cada sequência indica a posição inicial, o que tori faz, o que uke realmente faz e o que isso torna possível. Se faltar a condição para a próxima ação, solte e recomece.

ESTRANGULAMENTO CRUZADO → CHAVE DE BRAÇO

Uke empurra o seu peito com os braços esticados

Início: montado sobre uke, de joelhos, com a mão direita funda na gola direita de uke. Primeira ação: a mão esquerda se move para cruzar. Resposta: uke estica os dois braços contra o seu peito ou os seus ombros para empurrar você para longe. Próxima ação: um braço esticado é a condição para o ude-hishigi-juji-gatame; solte a pegada na gola antes de se mover, para não torcer o pescoço enquanto muda de posição, e siga a transição que o seu professor ensina. Pare: se uke dobrar o braço de volta, abandone a chave de braço e volte à montada; não force o braço a se esticar.

SEGUNDA MÃO BLOQUEADA → KATA-JUJI-JIME

Uke fecha a gola esquerda contra o seu polegar

Início: mão direita funda, polegar por dentro. Primeira ação: a mão esquerda busca a gola esquerda de uke com o polegar primeiro. Resposta: a mão esquerda ou o queixo de uke fecha esse lado, de modo que o polegar não consegue entrar. Próxima ação: se o professor tiver ensinado, a mão esquerda pode entrar com os dedos primeiro, com a palma para cima, que é a pegada do kata-juji-jime. Dê nome à troca quando registrá-la; é uma técnica diferente, e não um nami-juji-jime malfeito. Pare: se nenhuma das duas entradas encaixar sem arrastar o tecido pelo rosto de uke, mantenha a posição e mude o plano.

AMEAÇA DE ESTRANGULAMENTO → IMOBILIZAÇÃO

Uke defende a gola com as duas mãos

Início: por cima, a primeira mão dentro. Primeira ação: a segunda mão se move. Resposta: uke usa as duas mãos nos seus punhos e para de fazer ponte. Próxima ação: as mãos de uke agora estão ocupadas com os seus braços, e não com a saída; solte a gola e assente uma imobilização como o tate-shiho-gatame a partir da montada, ou vá para o lado em direção ao kesa-gatame. Pare: se você soltar a gola e uke fizer ponte no mesmo momento, priorize a base em vez da imobilização.

AMEAÇA DE ESTRANGULAMENTO → ESTRANGULAMENTO POR TRÁS

Uke se vira de lado para proteger o pescoço

Início: montada, pegadas colocadas ou parcialmente colocadas. Resposta: uke se vira para longe, de lado, levando a gola em direção ao tatame. Próxima ação: solte a gola, acompanhe uke até as costas e comece um estrangulamento por trás com a pegada inicial própria dele: a ordem da IJF para o okuri-eri-jime começa com a mão esquerda sob a axila esquerda de uke, e o hadaka-jime não precisa do judogi. Pare: não mantenha a pegada cruzada enquanto uke se vira; ela torce a gola em volta do pescoço.

Registre qual sequência você encontra com mais frequência. Se a maioria dos parceiros se defende cedo com as duas mãos, a sequência da imobilização merece mais treino do que o próprio estrangulamento.

Pare a primeira mão, impeça o cruzamento, recupere a posição

Distinga prevenção (nenhuma primeira mão funda), defesa (nenhum cruzamento depois que a primeira mão entrou) e saída (sair da posição que tornou o estrangulamento possível). A lista de capítulos da aula inclui “treino de fusegi” e quatro saídas, que o seu professor pode demonstrar; descrevemos as decisões, e não os movimentos.

Prevenção: mantenha a gola fechada e o primeiro polegar do lado de fora

Embaixo da montada ou dentro da guarda de tori, mantenha o queixo abaixado e os cotovelos perto do corpo, para que a gola seja difícil de abrir. A primeira mão é a que você deve combater. Um polegar que só chega ao lado da garganta geralmente pode ser tirado; um que deslizou para trás da orelha é muito mais difícil de mover.

Defesa: bloqueie a segunda mão

Quando uma mão está funda, a tarefa de uke é impedir o X. Uke pode manter uma mão ou um antebraço do lado por onde a segunda mão precisa entrar. O capítulo da aula “fazer o kata-juji-jime como fusegi por baixo” sugere que uke também pode usar uma pegada cruzada própria como defesa; pergunte ao seu professor como.

Saída: ataque a base de tori

Por cima, tori tem as duas mãos na gola e nenhuma no tatame. Isso faz da ponte com rolamento a saída natural; a direção depende do lado em que tori não consegue apoiar a mão, e o capítulo “rolar, rolar, rolar” sugere que a aula trabalha isso. Por baixo, a saída de uke é a postura: sentar-se e tirar a cabeça do alcance antes que a segunda mão chegue. Quando já há pressão real no pescoço, a saída acabou: bata.

Contragolpes e exposição

Se uke faz a ponte e rola tori, tori acaba embaixo com as pegadas ainda na gola; tori deve soltar, em vez de ser arrastado pelo rolamento pelo pescoço. Por baixo, se tori abre as pernas para perseguir a pegada, uke pode passar as pernas e chegar a uma imobilização. Nunca saia dobrando os dedos de tori nem torcendo o polegar para fora da gola; desfaça a pegada pelo punho.

Chegar de frente para uke, com a gola disponível

O nami-juji-jime geralmente vem depois de outra coisa: uma imobilização, uma virada ou uma projeção que deixou uke de costas. Treine a chegada, além da pegada.

De uma imobilização para a montada

A partir de uma imobilização lateral, como o yoko-shiho-gatame ou o kesa-gatame, uke muitas vezes empurra para abrir espaço. Se você passar para a montada, assente os joelhos antes que a primeira mão entre. A sua primeira mão pode entrar enquanto uke ainda está se ajustando à nova posição.

Da montada para o tate-shiho-gatame e de volta

A montada e o tate-shiho-gatame compartilham a posição de uke. Se a gola estiver fechada, imobilize; se uke abrir a gola ao empurrar, a primeira mão tem um caminho para entrar. Alternar entre a ameaça e a imobilização mantém uke defendendo duas coisas.

Por baixo, depois de uma projeção ou de um rolamento

Se você cair de costas com uke entre as suas pernas, envolva-o com as pernas e puxe uke para baixo antes de buscar a gola. Uma pegada feita enquanto uke ainda está ereto puxa você em direção a uke, e não uke em direção a você.

Quando uke escapa para o lado ou virando as costas

O estrangulamento cruzado acabou. Solte a gola e depois acompanhe uke até as costas ou até uma imobilização. Veja o guia de exercícios de ne-waza e o plano de treino de ne-waza para a estrutura das sessões.

De um exercício de pegada sentado a uma rodada ao vivo na montada

Mude uma variável por etapa. As durações e as contagens das rodadas são sugestões editoriais a adaptar com o seu professor.

  1. Ordem das pegadas, sentados e de frente

    Como no início do vídeo oficial: polegar direito fundo na gola direita de uke, polegar esquerdo na gola esquerda de uke, sem pressão. Uke relata onde está cada polegar. Avancem quando uke relatar, na maioria das repetições, os dois polegares em direção à parte de trás do pescoço.

  2. Pressão leve e soltura imediata

    Tori fecha as bordas das mãos devagar; uke bate cedo; tori abre as duas mãos e tira os polegares. O professor anuncia batidas em momentos aleatórios. Só avancem quando toda soltura for imediata e uke nunca relatar pressão na garganta.

  3. A segunda mão contra uma tentativa de desfazer a pegada

    Uke tem direito a uma tentativa de descolar a primeira mão. A tarefa de tori é levar a primeira mão fundo o bastante para resistir a essa tentativa e trazer a segunda mão logo em seguida.

  4. Rodada na montada, com ponte

    Uke começa embaixo da montada e pode fazer ponte com o esforço combinado. Registre os resultados separadamente: pegadas completas, rolado, uke defendeu, uke bateu.

  5. Rodada na guarda, com postura

    Tori começa por baixo, com uke entre as pernas; uke pode se sentar. Tori precisa trazer uke ao alcance antes de pegar a gola. Isso testa o uso por baixo que os títulos de capítulo da aula mencionam.

Supervisão: qualquer etapa com pressão no pescoço exige um professor que consiga ver os dois parceiros. Sem um professor, fique na etapa 1 e em rodadas de posição sem estrangulamentos.

Uma pista de replay da IJF e os seus limites

Em 14 de outubro de 2026, a página do nami-juji-jime da IJF mostrava um único vídeo de competição sob a marcação da técnica, e o seu painel “most used by judoka” (mais usada pelos judocas) não mostrava nenhum vídeo. Essa escassez já é uma informação: na biblioteca da IJF, esta marcação é rara em comparação com a dos estrangulamentos por trás. Não procuramos outros exemplos em outras bases de dados.

Grand Prix de Tbilisi 2018: Margiev x Ahmadov

A listagem de nami-juji-jime da IJF para o Grand Prix de Tbilisi 2018 cita Merab Margiev e Sanan Ahmadov. A listagem mostra apenas a dupla e a marcação. Não verificamos quem aplicou a técnica, se ela pontuou, quando aconteceu nem como a posição surgiu, e não assistimos ao replay.

Perguntas para assistir ao replay

  1. Posição: quem ataca está por cima, por baixo ou em alguma posição intermediária?
  2. A primeira mão: dá para ver uma pegada com o polegar por dentro, e até onde ela contorna a gola?
  3. A segunda mão: ela entra com o polegar primeiro (nami-juji-jime) ou com os dedos primeiro (o que seria kata-juji-jime)? As marcações podem estar erradas, então confira.
  4. A defesa de uke: quem defende ataca a primeira mão, bloqueia a segunda ou ataca a base de quem ataca?
  5. O final: uma batida, uma intervenção do árbitro ou uma interrupção? Registre apenas o que você consegue ver e marque o resto como desconhecido.

As imagens de lutas adultas refletem as regras para adultos daquele evento. Elas não dizem o que é permitido na sua categoria de idade ou na sua competição.

O nami-juji-jime ao lado dos outros estrangulamentos cruzados

Os três estrangulamentos cruzados do Kodokan se diferenciam pela forma como cada mão entra na gola
TécnicaOrientação das mãos (IJF)O que muda para você
Nami-juji-jimeOs dois polegares por dentro, as duas palmas para baixo; pressão pelas bordas externas das duas mãos.As bordas do lado do dedo mínimo são a superfície de pressão; os cotovelos se recolhem em direção ao seu corpo.
Gyaku-juji-jimeAs duas mãos com os dedos por dentro, as duas palmas para cima.As palmas ficam voltadas para você e os nós dos dedos ficam por dentro da gola; a pegada é sentida de outra forma na entrada e a superfície de pressão muda.
Kata-juji-jimeBraços cruzados; mão esquerda com os dedos por dentro da gola esquerda, mão direita com o polegar por dentro da gola direita.Uma mão de cada tipo. Se a sua segunda mão entra com os dedos primeiro, você trocou para esta técnica.
Okuri-eri-jimePor trás; três pegadas na gola, com uma troca de mão.Controle das costas em vez de ficar de frente; não é um estrangulamento cruzado.
Hadaka-jimePor trás; nenhuma pegada no judogi.Não precisa da gola; útil quando o judogi está aberto.

Oficial versus informal: nami-, gyaku- e kata-juji-jime são três nomes separados do Kodokan, e não três estilos de uma mesma técnica. Nomes informais em inglês, como “cross choke” ou “collar choke”, muitas vezes cobrem os três, então pergunte a qual orientação das mãos um professor ou um vídeo se refere antes de copiá-lo.

Variações funcionais dentro do nami-juji-jime: qual antebraço fica por cima, até onde cada polegar contorna a gola e se você o aplica por cima ou por baixo são escolhas de ensino que mantêm a técnica a mesma. Treine e registre cada uma separadamente, porque elas mudam o ponto em que o estrangulamento trava: por cima, ele geralmente trava na base; por baixo, na distância.

Um único foco: a profundidade da primeira mão

Se os seus estrangulamentos cruzados travam antes que a segunda mão chegue, a primeira mão é a causa provável. Use este registro em uma sessão.

Situação
Montada; uke tem direito a uma tentativa de descolar a primeira mão.
Meu foco
Polegar direito por dentro da gola direita de uke, deslizado em direção à parte de trás do pescoço antes que a minha mão esquerda se mova.
O que percebi
Onde uke disse que estava o meu primeiro polegar? A segunda mão cruzou? Uke relatou pressão na garganta? Todas as solturas foram imediatas?
Pergunta ao professor
“A minha primeira mão está funda o bastante, e qual antebraço deveria ficar por cima no meu caso?”
Próxima decisão
Continuar no exercício de pegada, acrescentar a ponte ou treinar a sequência da imobilização.

Exemplo ilustrativo, não dados medidos: “Dez inícios na montada. O primeiro polegar chegou atrás da orelha em quatro. Dos seis rasos, uke desfez cinco. Próxima vez: exercício de pegada sentado, para a profundidade, depois montada, permitindo uma tentativa de desfazer a pegada.”

Registre isso na ficha de registro de treino ou no Judo AI, e anote se a segunda mão entrou com o polegar primeiro ou com os dedos primeiro.

Fontes, autoria e revisão

Por Judo AI · Revisão editorial do texto original em inglês: 14 de outubro de 2026 · Versão em português: 15 de outubro de 2026. Os diagnósticos, as sequências e os exercícios são propostas editoriais para treino supervisionado, e não um programa validado. Nenhum professor identificado revisou esta página.

Regras: esta página não informa as regras atuais de competição sobre estrangulamentos. As regras variam entre os eventos da IJF e as competições nacionais ou de base; antes que um estrangulamento seja usado em qualquer luta, um professor ou um árbitro deve confirmar as regras daquele evento, daquela categoria de idade e daquela graduação.

Não verificado: a direção exata dos cotovelos e do peito na demonstração do Kodokan, as instruções dadas na aula e qualquer coisa sobre a luta listada além da própria listagem.

Referência oficial das 100 técnicas · Guias de treino.